domingo, 17 de janeiro de 2010

Em missão no Haiti


Zilda Arns

É muito chocante e triste a perda, mas ao mesmo tempo é um sinal de esperança na humanidade o fato de Zilda Arns, aos 75 anos e com um trabalho reconhecido mundialmente, não ter se deixado levar pelo prestígio e unânime admiração, pela tentação legítima da aposentadoria merecida junto aos filhos e netos, e ter terminado sua missão no Haiti, um país com 80% da população em situação de miséria. E fazendo uma palestra para, mais uma vez, exortar à solidariedade com os mais frágeis, à compaixão, ao afeto e ao compartilhamento de conhecimentos como ferramentas para recuperar e salvar pessoas, mesmo em realidades aparentemente irrecuperáveis.

Morreu junto dos mais pobres entre os pobres. Tentando fazer algo por um país que muitos consideram inviável.

Zilda Arns sempre foi uma presença discreta, mas decisiva - com a imponência e a confiança daquele sorriso tranquilo e indestrutível - em favor dos que têm tão pouco que chegam a pensar que não têm nada. A doutora Zilda demonstrava que era possível reagir sempre e recuperar a dignidade, tão emblematicamente estampada na infância que rebrota vigorosa em crianças que pareciam condenadas, desde cedo, a perder o viço e a vontade de viver.

O que está acontecendo no Haiti é dramático demais, atinge todos os limites da dor. E o Brasil está profundamente ligado a tudo isso. Antes, pelo trabalho de coordenação da força de paz da ONU no país. Agora, pelos militares e civis brasileiros mortos. E por Zilda Arns, amada em tantos países para onde levou o trabalho da Pastoral da Criança - fundada por ela em 1983 - e sua receita de compromisso e persistência na luta contra a desnutrição e a morte prematura, baseada principalmente na afirmação do papel fundamental da família, no fortalecimento da comunidade, no cuidado amoroso com as pessoas e em soluções simples, como o soro caseiro e a multimistura.

Como bem disse o senador Pedro Simon, ela também "morreu em combate". Lutava por um mundo mais justo, mais humano, mais solidário e mais bonito, com gente mais feliz.

Zilda Arns leria um discurso num encontro de religiosos no Haiti, no qual relataria que a Pastoral da Criança nasceu inspirada na passagem bíblica que narra a multiplicação dos pães e dos peixes por Jesus.

Com a certeza de que temos todos que tentar ser um pouco Zilda Arns, tomo a liberdade de dar a ela a palavra para encerrar este artigo, com trechos do seu discurso. São seus últimos ensinamentos. Que saibamos aprendê-los e praticá-los:

"A solução para a maioria dos problemas sociais está relacionada à urgente redução das desigualdades, com a eliminação da corrupção, com a promoção da justiça social, com o acesso à saúde e à educação de qualidade, a ajuda financeira e técnica mútua entre as nações, para a preservação e recuperação do meio ambiente (...) O mundo está despertando para os sinais da calamidade ambiental, que se manifestam nos desastres naturais mais intensos e frequentes".

"A grande crise econômica demonstrou a interrelação entre os países. Para não sucumbir, exige-se solidariedade entre as nações. Essa solidariedade e fraternidndade é o que o mundo mais necessita para sobreviver e encontrar o caminho da paz".

"Toda a experiência nos mostra como a sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. Neste espírito, ao fortalecer os laços com a comunidade, podemos encontrar as soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres".


Senadora - Marina Silva / Terra Magazine


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Denúncia

Incentivo a mais execuções

Deputado lider do governo acreano na assenbleia legislativa do acre, incentiva execução de pedofilos.

veja o diz o deputado Moisés diniz PC do B - Acre

Magaiver estuprou e matou uma criança de dois anos de idade, numa comunidade rural de Sena Madureira, no Acre, na noite do Natal de 2009. No dia 31 de dezembro foi encontrado morto na cela do presídio Amaro Alves. Grupos de Direitos Humanos e a OAB do Acre querem uma investigação para saber se Magaiver cometeu suicídio ou foi assassinado.

No sábado, 2 de janeiro, eu fui surpreendido pela notícia de que Magaiver havia sido velado numa escola pública de Sena Madureira. Fui checar com os dirigentes da Secretaria de Educação e descobri que foi uma iniciativa isolada da diretora da escola Raimundo Magalhães. Uma falha grave. Uma ofensa à memória da pequenina estuprada e assassinada e de sua família e uma indiscutível agressão ao bom senso.

Na manhã desta terça-feira, enquanto eu me reunia com um grupo de sem-terras do ramal da Castanheira, na sede da Assembléia Legislativa, um membro do Centro de Direitos Humanos me abordou e passou a me questionar sobre a morte de Magaiver. Eis o nosso diálogo:

- Deputado, o senhor não vai fazer nada contra a morte do Magaiver no presídio Amaro Alves?

- Não.

- Nós dos Direitos Humanos achamos que ele foi assassinado.

- A polícia técnica realizou perícia e diz que ele se suicidou. Mesmo assim, todos os procedimentos legais estão sendo realizados para averiguação do ocorrido, sob a fiscalização do MP, para uma resposta à sociedade.

- O senhor é a favor, então, da morte dele no presídio?

- Não. Eu acho que ele devia ter se enforcado fora do presídio, logo após o crime hediondo que ele cometeu. Podia, inclusive ter usado uma das árvores das margens do Iaco.

- O senhor é a favor da justiça com as próprias mãos?

- Não. Eu apenas acho que ele devia ter se arrependido do pavoroso crime que cometeu e fazer como Judas Iscariotes, se enforcar numa árvore qualquer daquele ramal.

E nada mais falou o combativo representante dos Direitos Humanos nessa terra de Galvez. Na volta pra casa eu fiquei me questionando até que ponto esse pavoroso crime de Sena Madureira golpeou o meu humanismo.

Que Deus me perdoe por esse sentimento de indignação contra esse monstro da condição humana e que cuide da pequenina lá nos seus domínios de paz e descanso eternos.

Que lá a pequenina sem nome cresça, atinja a idade da minha filha de 8 anos, brinque com as amiguinhas, torne-se adolescente e curse uma faculdade divina. Que Deus cuide dela com o amor de um pai e com o carinho e a ternura de uma mãe.

blog da amazonia

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Opinião - Deputado Moisés Diniz

Conversava hoje com o Deputado Estadual Moisés Diniz, PC do B / Acre, perguntava para o mesmo arrespeito de sua opinião acerca de varias mortes que acontecem dentro do Presidio de Segurança Máxima António Amaro, o mesmo si prendeu somente a questão da morte do magaiver que apareceu morto dentro da unidade prisional semana passada. Para Moisés Diniz magaiver tinha que sido morto antes de chegar no presidio, um cabra como magaiver que estuprou e matou uma criancinha de 3 anos tinha que morrer e ser estuprado também, dizia Moisés Diniz. Na ocasião eu dizia para o deputado que preso tem direito a vida e a sua integridade física preservada, e que tal afirmação vai de encontro com a politica de Direitos Humanos para nosso pais.

São opiniões de gestores e parlamentares como este que deixa muito fragilizado e ruim a imagem de seu próprio estado para o resto do Brasil e para o mundo, porque são pessoas que agem pela emoção, não querendo oberservar aquilo que as leis virgente em nosso pais manda, muito menos a tratados internacionais ratificados pelo brasil, que tais opiniões como estas vão de encontro com a politica nacional e internacional de Direitos Humanos.

Enquanto o deputado Moisés Diniz pensa assim a visão do sistema penitenciario e dos presídios do seu estado continua a mesma, ENTROU COMO TAVA SAIU PIOR, OU SAI MORTO, Ja que ele prefere matar do que recuperar.


deixando claro que todo e qualquer preso tem direito a vida, a sua integridade física preservada e isso de forma incondicional, por esta razão as pessoas que mataram magaiver são criminosos também, e merecem esta presos.


O Deputado Moises Diniz e lider da base governista na assenbleia legislativa do estado do acre


JOCIVAN SANTOS

Truculência Policial no Bairro Sobral

O gora a tarde passando pela estrada da Sobral via aquele aglomerado de pessoas, pelo giroflexo ligado vi que si tratava de uma abordagem policial, fiquei observando de longe aquela ação da policia em pleno movimento de cinco horas tarde com um monte de pessoas vendo aquela atitude dos policiais, que mandaram um de grupo de rapazes encostar em uma cerca na base da porrada como diz um ditado popular, um dos policiais pegou um menor que pelo que eu mesmo pessoalmente vi e contei deu no rapaz uns 4 a 5 tapas na cara, pagando o garoto pelo pescoço. Um dos policiais no mesmo momento também por si sentir desacatado pegou um outro rapaz também pelo pescoço, algemou. Na mesma ação um mesmo policial dava bastante soco em outro rapaz nas costas o mesmo estava encostado em uma cerca de mãos para cima, neste mesmo momento a mãe de um deles foi para cima dos policiais como toda razão, pois estava vendo seu filho ser vitima de tal truculência por parte da policia. Um outro fato também que chamou a atenção foi o protesto por parte das pessoas que apreciavam tal atitude os mesmo diziam que a policia não tinha o direito de sair dando tapa na cara de ninguém, muito menos ser truculenta na forma que foi. Eu como coordenador do centro de direitos humanos vendo tudo aquilo me dirigi até o quartel pois ficava a uns 50 metros de distancia do fato ocorrido e comuniquei a um sargento que iria comunicar a o coronel do batalhão arrespeito de tal atitude, foi expulso de la o mesmo dizia pode ir pra la com os Direitos Humanos. O que me deixou mais impresionado não foi o fato de ter sido expulso do quartel, mais sim o fato de tal atitude esta acontecendo em plena luz do dia na frente de milhares de pessoas, os policias não tiveram respeito muito menos vergonha diante da comunidade. Como prometi amanhã vou esta comunicando o fato ao ministerio publico, atraves do controle externo da actividade policial, e também ao comandante do batalhão la do bairro Sobral para que tome conhecimento e providências.

deixando claro que sempre tenho elogiado o trabalho do comandante daquele batalhão, o Cel. Paladino, o mesmo tem feito de trabalha brilhante dentro daquela comunidade que este motivo ganhou o respeito e a confiança de toda comunidade da baixada da Sobral, acredito que o mesmo não de acordo com o ocorrido.


jocivan santos

Violação de Direitos Humanos no Acre

O estado do acre e um estado que continua violando os Direitos Humanos, desta vez mais um e executado dentro do presidio de segurança máxima António Amaro. Um presidio considerado muito perigoso pelo fato de ja ter acontecido varias mortes dentro do mesmo, apesar de ser de segurança máxima. Uma das mortes que repercutiu bastante foi a morte de Martiniano no ano passado, Martiniano que estava sob protecção da justiça pelo fato de seu depoimento esclarecer e elucidar vários crimes, cometidos no acre e no amazonas. Dentre as mortes e tentativas de homicídios, espancamentos, torturas, e lesões corporais de natureza grave, acontecido dentro da unidade de segurança máxima António Amaro, até hoje não se tem noticia de que alguém foi responsabilizado por algum fato.