sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Por ordem de Tião Viana, Policia Militar dispersa manifestação de desabrigados que fechou a quarta ponte na base da bala, gás de pimenta e bombas de efeito moral

Desabrigados do Bairro Seis de Agosto, que fecharam a quarta ponte na noite desta terça-feira, 21, em protesto pelo corte no fornecimento de energia em áreas atingida pela água do Rio Acre, foram dispersados pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) em uma operação que deixou mulheres e crianças feridas pelos disparos de balas de borracha.
Os manifestantes fecharam o acesso à ponte que liga a Avenida Amadeo Barbosa ao bairro Habitasa. Um assessor do Governo do Estado esteve no local para negociar com os manifestantes, afirmando que o fornecimento de energia seria restabelecido na quarta-feira, 22, após as 12h, mas os desabrigados não aceitaram a proposta e mantiveram o bloqueio.
Os militares do BOPE chegaram ao local e iniciaram as negociações, que terminou com disparos de balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral. Os manifestantes fizeram um cordão de isolamento com crianças e mulheres, mas não foi suficiente para conter os militares que dispersaram a multidão com o uso da força.
Segundo informações de moradores, os policiais agiram precipitadamente. “Nós estávamos nos dirigindo aos objetos usados no bloqueio para fazer a retirada, mas os policiais entenderam que nós estávamos querendo pegar os objetos para agredi-los. Nunca vi nada parecido. Os policiais trataram civis, como verdadeiros bandidos nem as crianças escaparam”, diz o morador João Silva.
O comando da Polícia Militar se justificou afirmando que os policiais foram obrigados a agir. Um militar que não quis se identificar, afirmou que a ordem “partiu de cima”. Uma pessoa ligada à administração de Tião Viana (PT) esteve no local para tentar impedir o trabalho de jornalistas que faziam a cobertura da ação policial.

ac24horas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Circula no noticiário local, que depois de uma pane em um de seus aviões em Manaus, a GOL linhas aerias, negou o direito de hospedagem no hotel para duas pessoas acreanas - que vinham de Brasília em tratamento de saúde fora de domicilio - Alegando que a passagem dos mesmos eram PASSAGENS PAGAS PELO GOVERNO, por isso não teriam o mesmo direito que tem um passageiro normal. Uma senhora e seu filho de 13 anos, foram obrigados a descer da van e passar a noite nas cadeiras do aeroporto da cidade de Manaus.

So lembrando que o governo do Acre e um dos melhores clientes da GOL no estado. De janeiro a julho do ano passado foram gastos cerca de R$ 7 milhões com viagens para tratamento em outros estados.

O preço pago pelo governo pelas passagens, a pacientes que faz tratamento fora de domicilio é o mesmo que qualquer outro passageiro normal. NÃO MOTIVOS PARA GOL TRATAR COM PRECONCEITO, pessoas que viajam com passagens pagas pelo estado, inclusive a tratamento de saúde.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Paciente procura consulta médica e sai presa da UPA do 2º Distrito

Daci Silva Gama que depois de questionar a conduta da médica, ela foi retirada do ambulatório e encaminhada para a delegacia, onde teve que dar explicações.

O que era para ser apenas uma consulta acabou virando caso de polícia, na madrugada desta sexta-feira, 10, quando Daci Silva Gama, mais conhecido como Lôra Vendedora, saiu de sua casa para fazer uma consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2° Distrito.

Ao chegar no local, por volta das 19h de quinta-feira 09, com forte dores no corpo, devido a suspeita de rotavírus, não imaginava o transtorno que iria passar.

Após espera por mais de cinco horas para ser atendida, a paciente afirma que foi destratada pelos profissionais presente.

De acordo com Lôra, a médica, uma clínica geral conhecida por Aneci Rocha, utilizando de  autoritarismo, mandou que a paciente fosse presa por desacato a servidor público em serviço.

Após o período de espera, Lôra entrou no ambulatório de atendimento médico e foi surpreendida por uma funcionária cujo nome não foi identificado.

“Nesse momento, ela mandou eu me retirar do ambulatório com a alegação de que eu estava fazendo confusão e estava passando na frente de outros pacientes. Como eu me posicionei,  a médica relatou no prontuário que eu estava muito nervosa e que tinha desacato a ela e a funcionário.  Eu não desacatei ninguém, mas disse que a vez era minha, pois a funcionária queria colocar duas pessoas na minha frente, eu já estava esperando por atendimento há cinco horas”, relatou ela.

A prisão

Depois de questionar a conduta da médica, ela foi retirada do ambulatório e encaminhada para a delegacia, onde teve que dar explicações.

“Nunca passei por um constrangimento deste na minha vida. Só queria ser atendida e voltar para casa. Sou mãe de família e tenho meus direitos, pago meus impostos e sou tratada como animal. Por conta desse tipo de profissionais, tenho medo de em pensar em ter que voltar naquele lugar”, desabafou ela, chorando.



No Boletim de Ocorrência de dona Daci Silva Gama - O ESCRIVÃO DE POLICIA FAZ UM ERRO GROSSEIRO, Primeiro ele diz que, NA PRESENÇA DO DELEGADO tal dona Daci Silva foi ouvida, SENDO QUE O DELEGADO NÃO ESTAVA NA DELEGACIA, nem a assinatura do delegado tem no BO. DEPOIS O SUJEITO DO ESCRIVÃO PEDE PARA A ACUSADA, COMPARECER AO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL, no DIA 02/02/2012, no exato mesmo dia em que estava lavrando o Boletim de Ocorrência.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Crianças e adolescentes vitimas de violência sexual precisam esperar por até três horas para serem atendidos no IML

O Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC), por meio da Coordenadoria de Defesa da Infância e Juventude, reuniu conselheiros tutelares e representantes das secretarias de Saúde e Polícia Civil e do Instituto Médico Legal para avaliar o atendimento dispensado no IML a menores vítimas de abuso sexual. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (13), no edifício-sede do MP/AC.
A reunião discutiu casos em que crianças e adolescentes que sofrem violência sexual precisam esperar por até três horas para serem atendidos. Segundo o procurador de Justiça Carlos Roberto da Silva Maia, essa demora fere o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e expõe a vítima ao constrangimento pela segunda vez. “O menor deve receber atendimento prioritário, mas o que ocorre é a revitimização porque a vítima fica exposta ao constrangimento pela segunda vez. O Ministério Público está cobrando que esse atendimento seja humanizado”, declarou.
A violência sexual responde por 48% de todas as denúncias de crimes contra o menor registrados de 2009 a 2011. O secretário da Polícia Civil, Ermylson Farias, reconheceu que mudanças precisam acontecer. “O Estado precisa discutir esse tema e encontrar uma solução. O governo vai realizar concurso para a contratação de médicos e esperamos que essa medida amenize o problema”, disse, ao anunciar também a criação de um núcleo de atendimento à mulher vítima de violência.
De acordo com dados da CDIJ, as meninas são as maiores vítimas de crimes sexuais. Nos últimos dois anos foram registrados 150 casos de meninas que sofreram abuso ou exploração sexual. As denúncias de violência sexual contra meninos somam 51 no mesmo período.  

Agência de Notícias - MP/AC
Assessoria de Comunicação Social - ASCOM