quarta-feira, 31 de julho de 2013

Preso fica cego e tetraplégico após tortura por agentes penitenciários

Um preso que estava "íntegro e capaz fisicamente" ficou cego e tetraplégico após ser torturado em Rio Branco (AC), dentro do presídio federal Antonio Amaro Alves, de segurança máxima. Seis agentes penitenciários são acusados de golpeá-lo com uma marreta de borracha, usada normalmente por lanterneiros e borracheiros. 
Faz 56 dias que Wesley Ferreira da Silva, de 27 anos, encontra-se prostrado no leito 72 do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Cego e com lesões no cérebro e na coluna, ele contou que os agentes penitenciários, além da marreta de borracha, usaram spray de pimenta e aplicaram chutes e socos nele e em outros dois presos.
Médicos, enfermeiros, assistentes sociais e agentes penitenciários estiveram empenhados durante quase dois meses em abafar o caso. A versão oficial é de que caiu no banheiro, bateu a cabeça e sofreu lesões na coluna. Uma enfermeira e uma assistente social alegaram que compete somente aos familiares denunciar às autoridades casos de pacientes suspeitos de crime.
Após uma avaliação médica, o preso foi recusado em um hospital psiquiátrico para onde chegou a ser enviado para internação. Antes disso, durante inspeção de rotina do Ministério Publico no presídio, agentes penitenciários o mantiveram escondido para evitar que revelasse a tortura a promotores de justiça.
A situação de Wesley Ferreira da Silva, que consegue apenas movimentar a cabeça e fala com muita dificuldade, foi comunicada pela reportagem à juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campos, bem como à procuradora de justiça Patrícia Amorim Rego, chefe do Ministério Público do Estado do Acre. Um homem que acompanhava um parente internado na mesma enfermaria do preso, ouviu dele o relato de tortura e espancamento e revelou o caso ao Blog da Amazônia.
A juíza Luana Campos, que esté de férias, aceitou acompanhar a reportagem ao Pronto Socorro, na manhã de terça-feira (30). Chocada com o relato do preso, a juíza telefonou para o delegado da Polícia Civil, Fabrizio Leonard, titular da Delegacia Itinerante, a quem pediu que fosse ao hospital ouvir o depoimento e instaurar inquérito para apurar a denúncia de tortura. 
O delegado alegou que estava em reunião, mas prometeu que ia ouvir Wesley Silva a partir das 14 horas. Até às 17h30 o delegado não havia procurado o preso,  de acordo com informação da promotora de Justiça Laura Miranda Braz, da 4ª Promotoria Criminal, que também ouviu a vítima e passou a atuar no caso a pedido da procuradora geral de Justiça do Acre.
Wesley Ferreira da Silva, que nasceu em Colorado do Oeste (RO), cumpre oito condenações que totalizam 21 anos, 10 meses e 12 dias de prisão, por um homicídio, seis furtos e um roubo. Ele foi transferido de Porto Velho (RO) para Rio Branco no início do ano, passou mais ou menos 20 dias na triagem do presídio estadual Francisco de Oliveira Conde e em seguida foi conduzido ao presídio Antônio Amaro Alves.
O preso contou que foi torturado porque era suspeito de integrar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e de ameaçar de morte um agente penitenciário do Acre.
- Durante a terceira sessão de tortura, implorei ao Souza, chefe da equipe de segurança do presídio, que mandasse buscar minha ficha. Ele atendeu e constatou que eu estava há poucos dias dias em Rio Branco. Eu não conhecia ninguém no Acre. O Souza disse: "Tudo bem, ninguém fez nada com você, entendeu?". E eu entendi que era pra não contar nada sobre a tortura. Depois falei com o diretor do presídio e vi ele dizendo pro pessoal dele:  "Se eu soubesse que esse preso estava nessa situação eu não tinha recebido. Quem recebeu esse preso?". O diretor não tomou conhecimento da tortura. Não soube de nada porque eu tive medo de contar. O diretor do Instituto Penitenciário também não ficou sabendo. Quem mais me bateu foi um agente alto, forte, careca – relatou.
Após acompanhar a reportagem ao Pronto Socorro, a juíza Luana Campos foi direto ao juiz Elcio Sabo Mendes Júnior, que está respondendo pela Vara de Execuções Penais até a próxima segunda-feira (5), para informá-lo sobre as condições do preso. Na noite de terça Elcio Sabo Mendes Júnior decidiu por requisitar que a direção do presídio remeta a pasta carcerária de Wesley no prazo de 24 horas.
O magistrado também deferiu um pedido de prisão domiciliar, solicitado pela do preso, por considerar que "a situação de saúde do reeducando é extremamente grave".  A prisão domiciliar já havia sido recomendada pelo Iapen e o Ministério Público. 
Para melhor instrução dos autos e para esclarecer a situação do preso, o juiz determinou que a direção do hospital forneça, dentro de 48 horas, o prontuário e demais documentos anexados à pasta carcerária, bem como um diagnóstico clínico do apenado. 
Elcio Sabo Mendes Júnior requisitou ainda a instauração de inquérito policial para investigar os fatos que levaram ao atual estado de saúde da vítima. 

Wesley Silva, que cumpria pena no presídio Urso Branco, de Porto Velho (RO), foi transferido para Rio Branco, mas o processo dele contém falhas. A transferência foi deferida em julho de 2012, o expediente confirmando a transferência em novembro de 2012, mas não havendo mais notícias acerca do aporte da sua execução penal na Justiça do Acre.
- Eu sei que eu errei e estou pagando pelo meu crime. Eu falo pra minha mãe que estou pagando muito caro, muito caro. Se hoje -e não é porque estou nesta situação- se eu pudesse voltar atrás eu não faria o que eu fiz na minha vida porque só eu sei o que eu passo, deitado nessa cama quente, sem poder me mexer, sem poder enxergar quem está próximo de mim – disse aos prantos.
Em maio, possivelmente após as sessões de tortura e as evidências de que o preso não é ligado ao PCC, surgiu nos autos um relatório social cujo teor recomendava uma nova transferência de Wesley Silva de volta a Rondônia, de modo que pudesse ser assistido pela mãe dele, Maria Sueli Ferreira da Silvas, de 54 anos, pois não tem familiares no Acre.
De acordo com o último relatório social, Wesley Silva apresentava, desde a época que se encontrava recluso em Rondônia, uma saúde comprometida. De acordo com o documento, ele havia sido espancado por outros detentos e passou dois meses internado em hospital. Ao receber alta, descobriu as seqüelas deixadas pelo espancamento, sendo que perdeu o baço e ficou com pressão arterial descontrolada. 
Na decisão, o magistrado assinala que Wesley Silva se "mostrava íntegro e capaz fisicamente, o que não se faz mais presente". Laudo assinado pelo médico Josleilson dos Santos Nascimento informa que o preso "encontra-se em um quadro de paralisia flácida, amaurose e restrito ao leito por incapacidade de deambulação." Ele foi avaliado por neurologistas do Acre e de Rondônia, mas os médicos não diagnosticaram a causa da paralisia dos braços e das pernas.
Wesley Silva ainda tem esperança e estava preocupado porque a mãe dele trabalha e terá que retornar para Rondônia.
- Eu quero primeiramente a minha saúde, porque eu vim pra cá andando, enxergando e falando normal. Hoje estou numa situação que minha mãe que me dá banho, que me dá comida e eu só fico deitado. A minha mãe trabalha. Ela tá indo embora. Tem agente penitenciário que vem cuidar de mim, que deixa as pessoas me ajudar. Tem uns que não deixa ninguém se aproximar de mim. Depois que minha mãe for embora, quem vai me dá comida? Quem vai limpar minha bunda? Quem vai me ajudar? 
Procurada pela reportagem, a secretária adjunta de Comunicação do governo do Acre, Andréa Zílio, sugeriu uma entrevista com o diretor presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Dirceu Augusto Silva, que preferiu não se pronunciar a respeito da denúncia. 
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre, Adriano Marques, também foi procurado pela reportagem. Em nota, ele defendeu os colegas da acusação de tortura, espancamentos e maus tratos no sistema penitenciário do Acre.
- Os agentes apresentaram cópias de documentos que comprovaram que nenhum responde por processos administrativos ou judiciais e que a direção do Iapen informou que o preso já chegou ao Acre com problemas de saúde. Não podemos extrapolar princípios constitucionais. Os agentes penitencários gozam da presunção da inocência. 


Por AltinoMachado Blog da Amazônia 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mais de 50 bebês nasceram mortos em maternidade nos últimos 3 anos no interior do Acre

Nos últimos três anos, mais de 50 bebês nasceram mortos na maternidade de Cruzeiro do Sul, e outros 56, também morreram na mesma unidade de saúde antes de completar um ano, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Município.
As mães que perderam seus filhos no parto afirmam ter cumprido todas as orientações do pré-natal para evitar problemas, mesmo assim, os filhos não conseguiram nascer ou sair vivos do local.
 
A notícia veio à tona, após o casal de agricultores Cristóvão da Rocha Ferreira e a esposa Maria Alcilene Conceição da Silva ter procurado a imprensa para denunciar o tratamento dado às gestantes e recém-nascidos, por parte de servidores da unidade de saúde.
 
Maria Alcilene conta que no dia 4 de julho após entrar em trabalho de parto, procurou por três vezes a maternidade e, em todas as vezes, foi orientada pelo médico de plantão a voltar para casa, pois ainda não era hora da criança nascer. 
Ao retornar à unidade de saúde, a trabalhadora rural afirma que passou horas  com dores, esperando para ter um parto normal. Ao perceber que não teria mais condições de ter o filho, a equipe médica, de acordo com Alcilene, decidiu examiná-la e constatou que o bebê já estava morto.
 
“Jamais imaginei que iam deixar meu menino morrer, eu dizia que não ia ter um parto normal,  e o médico dizia que quem já teve quatro tem o quinto e ficaram esperando passar o tempo até que ele morreu. Eles não sabem o sofrimento que me causaram, depois de tanta dor eu esperava pegar meu filho no colo”, disse a mãe.
Abalado com o acontecido, o agricultor Cristóvão Ferreira, procurou a Delegacia de Polícia e a direção da maternidade e registrou a denúncia pedindo que o caso seja investigado. “Imploro por justiça, o que minha família está passando é culpa dos médicos que não fizeram o parto na hora certa e deixaram meu filho morrer”, desabafa o pai.
 
Outro casal que viveu o mesmo drama em novembro de 2012, foi Laerton Gomes dos Santos e Irlandia Correia Morais Gomes. Grávida da primeira filha, a mãe conta que a bebê não conseguiu nascer de parto normal e com a recusa dos médicos para realizar uma cesariana, a criança também morreu.
O casal também registrou a denúncia na Delegacia de Polícia e no Ministério Público do Acre (MP-AC) alegando negligência médica como a causa da morte, e ainda aguarda resposta da Justiça. 
 
Já Rosa Maria Dias de Souza não perdeu o filho, mas as sequelas por causa da demora no parto ficaram visíveis no corpo de Artur Marcelo de Souza, que ainda nem completou dois anos de idade.
A criança nasceu com uma das mãos e um dos pés atrofiados e sem movimentos. Rosa diz que implorou para que o médico fizesse o parto cesariano temendo que Artur não sobrevivesse, pois já tinha passado a hora de nascer.
 
A criança passa agora por fisioterapia, mas segundo a mãe, a médica já informou que o bebê terá que se submeter a uma cirurgia para tentar recuperar os movimentos, afetados pela falta de oxigênio no cérebro, por ter passado do tempo de nascer.
O segurança Jadeson Costa relata que sua esposa está grávida, mas não tem coragem de levá-la para a maternidade.  “É um descaso o que vem acontecendo com as mães nesse hospital, vou pagar uma clínica particular porque não tenho coragem de levar minha esposa e meu filho que vai nascer para essa maternidade, isso tem que ser investigado pela polícia e os responsáveis têm que ser presos”, protestou.

Direção da maternidade se defende
A diretora da maternidade, a médica Fabiana Ricardo, afirma que todos os casos de óbitos fetais são investigados por meio de sindicância. Segundo ela, no caso de Maria Alcilene, a família já protocolou a denúncia, e que já informou à Secretaria Estadual de Saúde para que sejam tomadas devidas providências.
 

G1

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Jocivan Santos divulga nota, e diz que não defende estuprador, ao contrario do que disse o jornalista.




NOTA
Venho por meio deste informa a sociedade acreana, ao nobre jornalista Jairo Barbosa do conceituado portal de noticia ac24horas. Que a respeito da noticia vinculada no referido portal de noticia em que o mesmo diz "Representante do Centro dos Direitos Humanos defende fotógrafo preso acusado de estuprar dezenove adolescentes" reportagem http://www.ac24horas.com/2013/07/05/representante-do-centro-dos-direitos-humanos-defende-fotografo-preso-acusado-de-estuprar-dezenove-adolescentes/ onde o mesmo se refere a minha postagem no facebook, onde me refiro a discussões pesadas entre as modelos da Orion Modas, as que acusam e as que defendem o senhor Osmir Neto, preso na operação Glamour por exploração sexuais de menores e estupro. 

1º. O nobre jornalista faz uma interpretação equivocada do meu texto postado no facebook, para o titulo da matéria, porque em nenhum momento faço defesa do senhor Osmir, visto e claro por todos. 

2º Que ao contrario do que diz a reportagem como defensor dos direitos humanos, e coordenador do Movimento de Direitos Humanos do Acre,  defendo sim a prisão do senhor Osmir Neto, como propõem a justiça, tendo em vista que o mesmo fere o decoro a imagem e a dignidade da juventude e da  infância acreana.  

3º Que com base no relato e conhecimento de algumas vitimas do senhor Osmir, sempre conversamos com autoridades do Ministério Público que a tempo já investigava o mesmo. Que a 4 meses atras fui ameaçado pelo senhor Osmir de ser processado pelo mesmo, pelo fato de levar a conhecimento de autoridades, suas praticas sexuais reprováveis que vitimava pessoas, inclusive menores.

4º Na postagem do facebook em nos referimos, apenas falo de forma irônica, a relação de divisão desavenças e intrigas entre as modelos depois da prisão do senhor Osmir. 

5° Em relação a estes assuntos que envolve a exploração sexuais de menores, sempre iremos atuar na defesa da infância e da juventude que e o futuro de nossa sociedade conflituosa, no posicionamento favorável a prisões de qualquer  investigado com provas suficientes para sua restrição de liberdade. Como fomos contrario a soltura do senhor Antonio Emanuel, contrario ao posicionamento favorável do presidente do próprio conselho penitenciário do estado do Acre.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

JORNALISTAS PROTESTARAM NO CENTRO DE DE RIO BRANCO, a decisão foi tomada depois que a também jornalista Marcela Jansen foi agredida dentro da ALEAC, POR UM REPRESENTANTE DA TELEXFREE.


Hoje, 4, uma boa parte dos jornalistas no Acre foi à rua pedir por respeito à sociedade para poder exercer a profissão. As reivindicações foram direcionadas aos divulgadores da Telexfree que, desde a semana passada, resolveram culpar a imprensa pela suspensão dos serviços da empresa por parte da Justiça.A manifestação ocorreu no Centro de Rio Branco, em pit-stop no semáforo em frente a Biblioteca Pública, na avenida Getúlio Vargas. Lá, nós gritávamos “Queremos respeito! Queremos respeito!”.

Como o Ministério Público do Acre (MPE) estima que cerca de 70 mil pessoas no Acre fazem parte da Telexfree, acredito que alguém deles deve ter visto e ouvido nosso manifesto e que, daqui para frente, atenda o nosso pedido.
Na segunda-feira, dia 8, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC) vão julgar o processo da empresa. É certo que muitos deles irão se concentrar em frente ao prédio para esperar pelo resultado.
A Telexfree sendo liberada ou não, nós, jornalistas, vamos cobrir o fato porque é nosso serviço. E, por isso, merecemos respeito da mesma forma que respeitamos as pessoas vítimas desse suposto esquema de pirâmide.


[TEXTO:Ana Paula Batalha]

OSMIR NETO É PRESO ACUSADO DE ESTUPRAR 19 CANDIDATAS A MODELO DE SUA PRÓPRIA EMPRESA, A ORION MODAS.



O juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Romário Divino expediu na nesta quarta-feira (3), o mandado de prisão contra o dono da revista Chique, Osmir D’Albuquerque de Lima Neto. Osmir Neto é acusado de estupro, com base no artigos 213 e estupro de vulnerável artigo 219A (do Código Penal– posse sexual mediante fraude). Policiais civis cumpriram o mandado no Centro empresarial Rio Branco. Segundo informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil, os autos de processo teriam depoimentos de 19 vítimas. A investigação que culminou com a prisão do colunista social teve a duração de três anos.


Ele teria sido denunciado pelas vítimas aliciadas que informaram que teriam sido abusadas sexualmente com a promessa de se tornarem modelos e aparecerem na capa de uma revista editada pelo acusado. O secretário de Polícia Civil, Emylson Farias, concede neste momento entrevista coletiva sobre detalhes da operação. O suspeito deixou agora há pouco o local e foi conduzido à delegacia, pelo Grupo de Capturas da Polícia Civil. Os agentes saíram do prédio levando computadores e vasto material


Os crimes dos quais vem sendo acusado não é uma novidade na vida do empresário e colunista social Osmir D’Albuquerque Lima Neto, 42 anos. Osmir Neto possui um histórico de crimes sexuais contra menores e adolescentes, inclusive, já foi condenado há 32 anos de prisão pela prática criminosa. Em meados do ano 2000, Osmir Neto foi denunciado por crimes de pedofilia e teve prisão preventiva decretada pela 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. O colunista social foi acusado de seduzir menores em estúdios fotográficos. Em 1996, Neto criou a revista Quick New York Magazine, onde estampava fotos de crianças que iam aos seus estúdios, em Botafogo e Ipanema, atraídas pela proposta de que se tornariam modelos, além das fotos o acusado lançou vídeos, que eram negociados até em bancas de jornais. As vítimas eram atraídas pelo colunista em Shoppings Centers da cidade.
Quando soube da decisão judicial, Osmir Neto, que também foi acusado de fazer parte de um esquema de pedofilia na internet, fugiu para os Estados Unidos, ficando foragido por cerca de um ano. Em 2001 o acusado retornou ao País quando foi preso no Estado do Pará. Os policiais civis da capital paraense deram voz de prisão a Osmr Neto em um apartamento do Hilton Hotel, no centro de Belém, onde ele estava hospedado.
Em fevereiro de 2003, o juiz Marco Couto, da 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou o colunista social, a 32 anos de prisão por seduzir menores em estúdios fotográficos. O colunista social cumpriu pena no Presídio Hélio Gomes, na cidade do Rio de Janeiro. Na época dos fatos o juiz Marco Couto destacou que em algumas fotos, as crianças apareciam puxando a saia para baixo e em poses sensuais, demonstrando constrangimento.
Durante a audiência em que Osmir Neto alegou que não sabia que as moças eram menores, mas o juiz não aceitou as alegação, já que algumas vitimas tinham 11 ou 12 anos.  Quando retornou ao Acre, há cerca de cinco anos, Osmir Neto criou a Orion Produções instalada no sétimo andar do Centro Empresarial Rio Branco, região central da capital acreana, com o objetivo “revelar” talentos para o mundo fashion e para produções culturais.  
Bem relacionado e com as portas abertas no meio das altas rodas da sociedade, Osmir Neto enveredou pelo colunismo social, ganhado destaque e atraindo a atenção de crianças e adolescentes, que sonhavam com a profissão de modelo fotográfico ou de passarela. Segundo funcionários do prédio comercial onde funcionava o escritório da empresa do colunista social, que também usava o local como apartamento, diariamente dezenas de adolescentes visitavam o escritório da produtora.
Assim como na capital fluminense, Osmir Neto criou no Acre a revista Chique, que em suas edições abordava matérias com temas que variavam da culinária ao turismo estadual e claro, o mundo da moda acreana. Era com essa “ferramenta”, a revista, que o colunista usava para convencer as vítimas a ceder aos seus desejos sexuais.  Na tarde de quarta-feira, 3 de julho de 2013, dez anos depois de sua condenação, Osmir Neto foi preso mais uma vez pelos mesmos crimes, estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, 19 vítimas, candidatas a modelo, foram abusadas pelo colunista social.
As investigações, que culminaram com a prisão do empresário, teve a duração de três anos e durante todo o período os investigadores colheram provas suficientes que embasaram o pedido de prisão e a decisão judicial. Osmir Neto foi encaminhado ao presídio estadual Francisco D’Oliveira Conde, no início da noite de quarta-feira, após prestar depoimento na sede da Divisão de Investigações Criminais (DIC), da Polícia Civil.

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