sábado, 30 de maio de 2015

DESAPARECIDA

Maria Caroline Silva Freire, a "Carol" , está desaparecida desde de segunda feira (25), quando pegou carona em um caminhão baú que vinha de Cruzeiro do Sul em direção em direção a Rio Branco. Familiares contam que Carol estava na beira da BR 364 esperando o freteiro que faz esse percurso diariamente, quando passou um caminhão baú e o motorista deu uma carona até Tarauacá. Familiares estão desesperados pois a menina não apareceu em Tarauacá até o momento. 

Pedimos por favor, se alguém tiver informação da mesma,ligue para o 190 e comunique à polícia. Caroline tem 15 anos de idade e esta gravida dois meses.

Policial teria pego 80 dias de cadeia por não bater continência no Acre

 Laercio Moura SD/PM

Em Tarauacá aconteceu um fato inusitado e absurdo no Quartel da Policia Militar. O Soldado Laercio Moura estava de serviço quando foi surpreendido pelo Sargento Adson Leite lhe dando VOZ DE PRISÃO. o sargento alegou que passou e o soldado não prestou continência, e de forma agressiva e abusiva lhe deu voz de prisão para o Soldado da Policia militar. O Policial estar preso em fragrante no Quartel da Policia Militar e pode pegar até 80 dias de cadeia. O soldado é estudante da UFAM -Universidade Federal do Amazonas e foi fazer uma prova escoltado pela policia.


O Policial é conhecido um dos melhores na corporação por desempenhar um trabalho excelente junto a sociedade e por participar de diversas operações no combate ao tráfico de entorpecentes e capturas de delinquentes.


Na instituição que deve ter por lema salvar vidas, agora tem como máxima perseguir e oprimir integrantes da instituição de graduação subalterna, a exemplo de soldados.

O pior de tudo e que causa perplexidade, é que o chefe maior da corporação Major Ruiz se omite e permite que tenentes, e alguns Sargentos causem um verdadeiro terror, assédio moral e horror à tropa, composta de homens que mesmo de graduação qualificada como praças, são cidadãos, pais, membros de uma comunidade onde são queridos e respeitados, mas para a corporação, são seres inferiores, proibidos de abrirem a boca, de se expressarem, sob pena de prisão, de autuação em flagrante, de punição disciplinar.

sábado, 23 de maio de 2015

Imigrantes haitianos podem chegar a Porto Alegre na madrugada de domingo

Saída de três ônibus do Acre, dois na quinta-feira e um nesta sexta, surpreende prefeitura de Porto Alegre, que esperava início de viagem apenas a partir de segunda



Porto Alegre se prepara para receber haitianos e senegaleses na madrugada de domingo. A previsão de desembarque foi informada pela empresa Eucatur, que transporta os refugiados. Dois ônibus saíram na quinta-feira de Rio Branco (AC), e outro veículo iniciou viagem na noite desta sexta-feira.
A expectativa de chegada do primeiro grupo no domingo provocou uma reação de surpresa na prefeitura. Conforme  o secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, um acordo firmado com o governo do Acre estabeleceu que os veículos (são pelo menos oito) iriam sair apenas a partir de segunda-feira. Com pouco tempo para se organizar, prefeitura, Estado e entidades montam uma operação para receber os imigrantes.
— Vamos levar até a rodoviária facilitadores, haitianos que vão fazer a primeira abordagem. A prefeitura estará lá de madrugada, com possibilidade de encaminhar os imigrantes ao alojamento da Brigada Militar, na Avenida Aparício Borges — afirmou Marcantônio.
No Acre, o secretário dos Direitos Humanos do governo estadual, Nilson Mourão, disse que o destino final dos imigrantes seria Curitiba. Os que viriam para Porto Alegre, iniciariam viagem a partir de segunda, informação contestada pela Eucatur e por Marcantônio.
A realidade na Chácara Aliança, em Rio Branco, onde fica o alojamento dos refugiados, é confusa e contraditória. Em torno das 19h desta sexta-feira, um coletivo da empresa Eucatur, que faz o traslado até o sul do Brasil, estava estacionado na ruela de chão batido que leva ao abrigo. Os assentos já estavam tomados, restava apenas a conferência dos nomes dos passageiros quando ZH questionou ao motorista o destino do veículo de placa NCU 4112, de Ji-Paraná (RO):
— Porto Alegre — respondeu o homem.
A pergunta foi refeita, com a intenção de confirmar se o ônibus não se limitaria a chegar em Curitiba ou Florianópolis.
— Vai passar por lá. É caminho, mas é para Porto Alegre — reforçou o profissional.
Logo depois, um dos funcionários do governo estadual, de colete verde, informou o contrário. Depois da capital catarinense, daria meia volta e não seguiria ao Rio Grande do Sul. Ele ainda explicou que não haverá como coibir em caso de grupos de imigrantes se reunirem em Florianópolis para tomarem um ônibus por conta própria para seguir a Porto Alegre.
Mourão afirmou que o alojamento onde estão os haitianos e senegaleses encontra-se em situação precária:
— Não podemos demorar muito. Se isso acontecer, as pessoas não saem do abrigo, e novos imigrantes não param de chegar. São cerca de 40 por dia. Não há como suportar. No limite, podemos abrigar 200 pessoas. Depois disso, é só caos — justificou Mourão.
No momento, o alojamento está com quase 600 pessoas. A superlotação causa problemas como precariedade nas acomodações, falta de água e parcas condições sanitárias, o que coloca em risco a saúde de pessoas já vulneráveis.
— O espaço é pequeno, caixas d'água não suportam, colchões estão deteriorados — afirmou Mourão.
Ao todo, está prevista a ida de oito ônibus rumo a Porto Alegre, que irão transportar 352 imigrantes. A maioria descerá na capital gaúcha, em Florianópolis e Curitiba. O destino mais frequente dos imigrantes é São Paulo, para onde as jornadas foram interrompidas nesta semana, após ônibus chegarem sem aviso prévio.
Marcântonio disse que uma empresa já entrou em contato com a prefeitura para contratar 50 imigrantes.

ZH noticias - Carlos Rollsing

Abrigo para Haitianos no Acre, não condiz com a realidade dos investimentos feito pelo governo estadual e federal, com montantes superiores a 10 milhões de reais.









Foto:Altino Machado

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Depois de ser impedido de enviar imigrantes para São Paulo, Acre envia dois ônibus com imigrantes para a região Sul.


Dois ônibus com imigrantes haitianos e senegaleses saíram do abrigo mantido pelo governo doAcre, em Rio Branco, com destino à região Sul do Brasil, nesta quinta-feira (21). Os veículos, com 45 pessoas cada, vão deixar um imigrante em Cuiabá (MT), um em Campo Grande (MS) e os demais em  Curitiba (PR) , Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), destino final do ônibus. A  viagem tem previsão para durar até cinco dias. Os ônibus saem dois dias após a suspensão do apoio federal para viagens de imigrantes do Acre para São Paulo (SP), anunciada na terça-feira (19).

Ao todo, 168 imigrantes deixaram o Acre, nesta quinta-feira (21). Segundo o porta-voz do governo do Acre, Leonildo Rosas, 78 deles por conta própria.  Porém, o abrigo ainda possui 519 pessoas, mais que o dobro da capacidade, que é de 240.


Estratégia

De acordo com o coordenador do abrigo em Rio Branco, Antônio Crispim, com a suspensão das viagens para a região Sudeste, alguns imigrantes estariam pensando em alternativas para conseguir chegar até São Paulo.

"Recebemos a informação que alguns imigrantes estariam traçando uma estratégia de descer em Curitiba para de lá ir até São Paulo, porque é mais perto. Mas não é algo que orientamos", enfatiza.

'Quero trabalhar para poder criar meus filhos'

A maioria são haitianos, mas entre os imigrantes existem ainda dominicanos e senegaleses com histórias de vida diferentes, mas uma coisa em comum: são pessoas que enxergam no Brasil algo que não conseguem encontrar mais em seus países de origem, oportunidades de emprego.

Esse é o caso do imigrante senegalês, Bada Fam, de 40 anos, que segue para Cuiabá (MT), onde espera encontrar um irmão e emprego. "Meu irmão vive lá há dois anos. Aqui no Brasil existe trabalho, lá  no Senegal não", diz.


Quem também afirma isso é o haitiano Michel  Lotissaint, de 42 anos. "No Haiti tem trabalho, mas não é suficiente  para todos", lamenta.


As dificuldades na terra natal foram o que impulsionaram a haitiana Jeancelia Préstil, de 34 anos, que deixou os quatro filhos com a irmã no Haiti para encontrar o marido, que vive há um ano e meio em Porto Alegre (RS). "Venho para procurar trabalho e poder criar meus filhos", afirma.


Entenda o caso
O Ministério da Justiça anunciou, na terça-feira (19), que um acordo com o governo acreano suspendeu o envio de imigrantes haitianos para a cidade de São Paulo. Segundo o ministério, a transferência "está suspensa até que ações referentes a essa questão estejam bem coordenadas entre os vários órgãos do governo federal, estados e municípios".

Inicialmente, a pasta havia informado que a transferência estava proibida para todos os estados do país. Às 22h10 da terça-feira, porém, o ministério afirmou que o acordo diz respeito apenas à cidade de São Paulo.


Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que não havia sido informada sobre a chegada de, aproximadamente, 1 mil imigrantes e, por isso, não tinha estrutura para recebê-los. Só na segunda-feira (18), em torno de 80 haitianos desembarcaram na cidade.

"É difícil receber estes haitianos sem termos 15 a 20 dias de antecedência para nos preparamos. São Paulo recebe bem os imigrantes, mas precisa de uma antecedência para planejar, até para conforto dos imigrantes", disse o prefeito Fernando Haddad em entrevista à rádio CBN.
Já no dia 14 de maio, o governo do Acre se manifestou por meio do porta-voz oficial, Leonildo Rosas. Ele reforçou o informe do Ministério da Justiça sobre a continuidade das viagens para outras cidades e a suspensão das que estavam programadas para São Paulo.

"Houve um acordo comum entre os entes envolvidos – governo federal, São Paulo e Acre – para que haja uma suspensão temporária na ida desses imigrantes, até que se defina o fluxo. O convênio com governo para a ida para outros estados do Centro-Sul permanece. Vale destacar que o destino não é definido pelo governo, os imigrantes dizem para que lugares querem ir", afirmou na ocasião.

Rosas comentou ainda a reclamação do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sobre não ter sido informado quanto à chegada de imigrantes. Segundo o porta-voz, o estado também não é notificado sobre a chegada das pessoas.


"Os imigrantes quando chegam ao Acre não notificam. Essa medida de informar os estados é do governo federal. Não cabe ao Acre fazer essa mediação. Nós acolhemos os imigrantes. Eles definem para onde vão e o governo federal faz essa mediação", disse.


Com a suspensão das viagens para São Paulo, um aviso foi afixado na entrada do abrigo para imigrantes mantido pelo governo do Acre, em Rio Branco. Entre as seis cidades que podem ser escolhidas estão Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Porto Velho, Cuiabá e Campo Grande.

Aumento no número de vistos e combate aos coiotes
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (21) que o Brasil irá aumentar o número de vistos para que haitianos entrem no Brasil de forma legal. Ele, no entanto, não informou de quanto será o aumento. De acordo com o ministro, atualmente, O Brasil emite mais de 100 vistos por mês para cidadães do Haiti. Cardozo explicou ainda, que a decisão visa evitar que os haitianos entrem no país de forma ilegal por meio de organizações criminosas.

Segundo o ministro, o governo irá combater de forma "dura" a ação de coiotes, pessoas que cobram para fazer o transporte ilegal de imigrantes para dentro de um país. Cardozo informou também que irá visitar os países vizinhos Equador, Peru e Bolívia para "articular medidas em conjunto" de combate à ação dos coiotes.


A decisão foi anunciada após uma reunião entre o Cardozo, o governador do Acre, Tião Viana, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.


Rota de imigração

Imigrantes chegam ao Acre todos os dias através da fronteira do Peru com a cidade de Assis Brasil, distante 342 km da capital. A maioria são imigrantes haitianos que deixaram a terra natal, desde 2010, quando um forte terremoto deixou mais de 300 mil mortos e devastou parte do país. De acordo com o governo do estado, desde 2010, mais de 32 mil imigrantes entraram no Brasil pelo Acre.

Eles vêm ao Brasil em busca de uma vida melhor e de poder ajudar familiares que ficaram para trás. Para chegar até o Acre, eles saem, em sua maioria, da capital haitiana, Porto Príncipe, e vão de ônibus até Santo Domingo, capital da República Dominicana, que fica na mesma ilha. Lá, compram uma passagem de avião e vão até o Panamá. Da cidade do Panamá, seguem de avião ou de ônibus para Quito, no Equador.

Por terra, vão até a cidade fronteiriça peruana de Tumbes e passam por PiuraLimaCusco e Puerto Maldonado até chegar a Iñapari, cidade que faz fronteira com Assis Brasil (AC), por onde passam até chegar a Brasiléia.




Yuri Marcel G1/AC

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sem viagens para SP, haitianos no AC têm que escolher novos destinos

Com a suspensão do apoio federal para viagens de imigrantes do Acre para a capital paulista, anunciada na terça-feira (19), um aviso que estabelece outras seis cidades brasileiras como destino foi afixado na porta de um abrigo, em Rio Branco.
Nesta quinta-feira (21), dois ônibus para Porto AlegreFlorianópolis e Curitiba deverão sair levando parte das pessoas. De acordo com o aviso, além dos estados da Região Sul, elas podem escolher ainda ir para Porto VelhoCuiabá e Campo Grande. A maioria dos imigrantes veio do Haiti ao Brasil em busca de trabalho.
A suspensão do repasse de recursos federais para viagens a São Paulo ocorreu após a cidade reclamar da chegada de haitianos sem aviso prévio. Segundo oMinistério da Justiça, a transferência será retomada quando a questão estiver coordenada entre órgãos do governo federal, estados e municípios.
De acordo com o porta-voz do governo do Acre, Leonildo Rosas, o governo do Acre deverá procurar as prefeituras das outras cidades para falar sobre a chegada dos novos moradores. "Porto Alegre já entrou em contato conosco na quarta-feira (20), e vamos entrar em contato com as outras para que elas possam se preparar", afirmou o porta-voz, dizendo ainda que os destinos são escolhidos pelos próprios imigrantes.

A viagens serão pagas com o dinheiro de um convênio firmado pelo governo do Acre com o Ministério da Justiça. Até esta quarta-feira (20), 600 imigrantes estavam registrados no abrigo, desses 220 haviam chegado na véspera. O abrigo possui capacidade para receber até 240 pessoas.

'Se os ônibus para São Paulo não voltarem, não vou esperar'
Mesmo com as viagens do abrigo em Rio Branco para São Paulo suspensas, a cidade ainda é considerada destino para um grupo de imigrantes, que busca agora uma alternativa para chegar até lá. Esse é o caso de Richama Louissant, de 27 anos, no abrigo há aproximadamente um mês. Ela conta que pretende seguir por conta própria.

"Preciso ir para lá e vou esperar ao menos mais dois dias, mas se os ônibus para São Paulo não voltarem, não vou esperar mais", diz. Richama explica que quer ir para a capital paulista, porque parte da família dela já mora na cidade. "Meus três irmãos já vivem lá. Quero ir para lá para trabalhar em qualquer coisa", conta.

Já o haitiano Willy Jean, de 35 anos, ainda não sabe para onde ir, mas não nega que São Paulo é um possível destino. "Estou esperando para descobrir onde alguns amigos meus estão, para que eu possa encontrá-los. Se eles estiverem em São Paulo talvez eu tenha que dar um jeito de ir para lá", diz.

Entenda o caso
O Ministério da Justiça anunciou, na terça-feira (19), que um acordo com o governo acreano suspendeu o envio de imigrantes haitianos para a cidade de São Paulo. Segundo o ministério, a transferência "está suspensa até que ações referentes a essa questão estejam bem coordenadas entre os vários órgãos do governo federal, estados e municípios".

Inicialmente, a pasta havia informado que a transferência estava proibida para todos os estados do país. Às 22h10 da terça-feira, porém, o ministério afirmou que o acordo diz respeito apenas à cidade de São Paulo.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que não havia sido informada sobre a chegada de, aproximadamente, 1 mil imigrantes e, por isso, não tinha estrutura para recebê-los. Só na segunda-feira (18), em torno de 80 haitianos desembarcaram na cidade.

"É difícil receber estes haitianos sem termos 15 a 20 dias de antecedência para nos preparamos. São Paulo recebe bem os imigrantes, mas precisa de uma antecedência para planejar, até para conforto dos imigrantes", disse o prefeito Fernando Haddad em entrevista à rádio CBN.

Já no dia 14 de maio, o governo do Acre se manifestou por meio do porta-voz oficial, Leonildo Rosas. Ele reforçou o informe do Ministério da Justiça sobre a continuidade das viagens para outras cidades e a suspensão das que estavam programadas para São Paulo.

"Houve um acordo comum entre os entes envolvidos – governo federal, São Paulo e Acre – para que haja uma suspensão temporária na ida desses imigrantes, até que se defina o fluxo. O convênio com governo para a ida para outros estados do Centro-Sul permanece. Vale destacar que o destino não é definido pelo governo, os imigrantes dizem para que lugares querem ir", afirmou na ocasião.

Rosas comentou ainda a reclamação do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sobre não ter sido informado quanto à chegada de imigrantes. Segundo o porta-voz, o estado também não é notificado sobre a chegada das pessoas.

"Os imigrantes quando chegam ao Acre não notificam. Essa medida de informar os estados é do governo federal. Não cabe ao Acre fazer essa mediação. Nós acolhemos os imigrantes. Eles definem para onde vão e o governo federal faz essa mediação", disse.

Rota de imigração
Imigrantes chegam ao Acre todos os dias através da fronteira do Peru com a cidade de Assis Brasil, distante 342 km da capital. A maioria são imigrantes haitianos que deixaram a terra natal, desde 2010, quando um forte terremoto deixou mais de 300 mil mortos e devastou parte do país. De acordo com o governo do estado, desde 2010, mais de 32 mil imigrantes entraram no Brasil pelo Acre.

Eles vêm ao Brasil em busca de uma vida melhor e de poder ajudar familiares que ficaram para trás. Para chegar até o Acre, eles saem, em sua maioria, da capital haitiana, Porto Príncipe, e vão de ônibus até Santo Domingo, capital da República Dominicana, que fica na mesma ilha. Lá, compram uma passagem de avião e vão até o Panamá. Da cidade do Panamá, seguem de avião ou de ônibus para Quito, no Equador.

Por terra, vão até a cidade fronteiriça peruana de Tumbes e passam por Piura, Lima, Cusco e Puerto Maldonado até chegar a Iñapari, cidade que faz fronteira com Assis Brasil (AC), por onde passam até chegar a Brasiléia.


Yuri Marcel G1/AC

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Governo do Acre intensifica remoção de haitianos para São Paulo

Três ônibus saíram de Rio Branco na ultima quinta feira, com destino a São Paulo, levando imigrantes. Ao todo, 132 imigrantes, 44 em cada ônibus, entre haitianos e senegaleses seguiam com destino a São Paulo.

Nesta sexta, outros ônibus saíram como o mesmo destino. Todas as despesas com alimentação durante a viagem são custeadas pelo poder público. Policiais da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Nacional organizavam a entrada dos imigrantes nos veículos, após fiscalizar documentação e bagagens.

HRW denuncia testes de virgindade para mulheres militares na Indonésia

A ONG Human Rights Watch (HRW) solicitou nesta quinta-feira ao Exército da Indonésia que interrompa a prática dos testes de virgindade com as mulheres que desejam integrar as Forças Armadas, denunciando uma prática "cruel, desumana e degradante".
A organização, que entrevistou várias militares, afirma que o exército realiza o chamado "teste dos dois dedos" para comprovar a virgindade das mulheres que desejam entrar para a vida militar ou casar com um militar.
"O exército deveria acabar de forma imediata com os testes de virgindade, contrários à proibição de tratamentos cruéis, desumanos e degradantes prevista no direito internacional", afirma a ONG em um comunicado. No ano passado, a entidade já tinha acusado o país de fazer exames semelhantes em candidatas à polícia.
As Forças Armadas defendem a prática como uma forma de evitar que algumas mulheres "prejudiquem" o exército com seu comportamento, mas negou que o teste seja realizado com futuras mulheres de militares e também assegurando-se de que todas as candidatas estejam com boa saúde.
Segundo o jornal britânico The Guardian, um porta-voz do exército, Fuad Basya, disse que "é preciso verificar a mentalidade das candidatas. Se não forem virgens, são 'safadas' e se forem 'safadas', a mentalidade delas não é adequada".
Segundo o Guardian, Basya disse que esses testes são feitos há muito tempo para "ter certeza de que as candidatas, se não forem virgens, perderam a virgindade por "acidente".
O teste, conhecido como "Teste dos dois Dedos" tenta verificar se a paciente tem "familiaridade" com a atividade sexual.
A Indonésia é um país muito conservador e no ano passado, um projeto de se fazer exames escolares para "verificar" a virgindade das alunas em Java teve de ser descartado por conta da polêmica.
A HRW denunciou no ano passado práticas similares da polícia indonésia, que negou as acusações.
"Não quero recordar as experiências ruins. Foi humilhante", afirmou uma jovem de 19 anos, citada no relatório da ONG.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Primeira audiência de custodia é realizada no Acre.

O objetivo do projeto realizada pela 1ª vara de execução penal da comarca de Rio Branco, é garantir que, em até 24 horas, o preso seja apresentado e entrevistado pelo Magistrado, em uma audiência em que serão ouvidas também as manifestações do Ministério Público, da Defensoria Pública ou do advogado do preso. 

As audiências de  custodia acontecem em cumprimento ao termo de cooperação técnica entre CNJ e OAB  

Durante a audiência, será analisada a prisão sob o aspecto da legalidade, da necessidade e adequação da continuidade da prisão ou da eventual concessão de liberdade, com ou sem a imposição de outras medidas cautelares, além de eventuais ocorrências de tortura ou de maus-tratos, entre outras irregularidades. 


Com efeito, a implementação das audiências de custódia está prevista em pactos e tratados internacionais assinados pelo Brasil, como o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e a Convenção Interamericana de Direitos Humanos, conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica e já é utilizada em muitos países da América Latina e na Europa, onde a estrutura responsável pelas audiências de custódia recebe o nome de “Juizados de Garantias”.

Além das audiências, o projeto prevê a estruturação de centrais de alternativas penais, centrais de monitoramento eletrônico, centrais de serviços e assistência social e câmaras de mediação penal, responsáveis por representar ao juiz opções ao encarceramento provisório.











sábado, 9 de maio de 2015

Policiais são flagrados agredindo e torturando jovens em Manaus.

Familiares de jovens agredidos denunciam violência policial

Policiais militares espancaram uma adolescente de 15 anos e agridem outros dois homens durante a madrugada de quarta-feira

Familiares de três jovens de 15,18 e 22 anos denunciam três policiais militares da Força Tática por agressão e tortura. O crime teria acontecido na madrugada da última quarta-feira, na comunidade Jesus me Deu, na Zona Norte, onde o trio foi agredido com socos, pontapés e pauladas.
Segundo as vítimas, três policiais, um deles encapuzado, desceram da viatura, renderam os jovens e iniciaram as agressões. Todos eles ficaram com hematomas pelo corpo. “Quero que a justiça seja feita”, afirmou a mãe da adolescente, Maria das Graças Nascimento Coelho, 37.
A ação foi gravada pelas câmeras de segurança de uma pizzaria que fica próxima ao local. As imagens mostram o momento em que os PMs descem da viatura e abordam primeiro o auxiliar de padaria L.F.C.P., 22. Ele é empurrado para a parede  de uma mercearia e agredido com tapas e pontapés.
“Eu estava lanchando aqui na frente quando eles chegaram e mandaram eu ir para parede e já foram me batendo. Não me revistaram, nem me algemaram e mandaram eu ajoelhar”, disse a vítima. Ainda segundo o jovem, um dos policiais pegou um pedaço de madeira e bateu pelo menos 16 vezes nas costas e nas nádegas. “Não tinha motivo para eles fazerem isso. A gente não estava fazendo nada de errado”, afirmou.
A versão foi confirmada pela adolescente C.C.S, que disse ter levado 20 pauladas. Ela também foi agredida com tapas nas costas, obrigada a tirar a roupa na frente dos militares e depois a obrigaram bater nos colegas.
“Eles mandaram eu ficar sem roupa e mandaram eu me abaixar. Um deles chegou a encostar o cuturno nas minhas partes íntimas, mas eu levantei. Depois eles mandaram eu bater nos meninos, senão eu ia apanhar mais. Tive que bater”, contou a menina que para sentar, precisa usar uma almofada, já que os glúteos dela também ficaram com muitos hematomas. 
Os moradores do local disseram estar amedrontados e revoltados com tanta violência e afirmam ter medo que cenas como essa voltem a se repetir no bairro. “Isso nunca aconteceu aqui e a gente não entende o porquê deles terem feito isso. Estamos com muito medo”, disse uma mulher que preferiu não se identificar. 
O caso foi registrado no 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Novo Israel, Zona Norte. Ontem, as vítimas também denunciaram o caso à Corregedoria.
Vítimas ouvidas
O corregedor auxiliar da Polícia Militar coronel Euler Cordeiro disse que a denúncia chegou à Corregedoria na manhã desta quinta-feira (7), por meio das vítimas. Elas foram ouvidas pelo oficial do dia que tomou o depoimento delas e diante da gravidade do caso foi encaminhado ao Comando Geral da Polícia Militar para que seja instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM).
De acordo com Cordeiro, as vítimas  foram submetidas a exame de corpo de delito quando  foram a corregedoria. As vítimas apresentaram fotografias das lesões causadas pelo espancamento. Na corregedoria foi instaurada uma sindicância para verificar a conduta disciplinar dos policiais envolvidos e foi solicitado o afastamento dos policiais autores da agressão.
Para o corregedor  auxiliar,  a ação dos policiais pode ser vista no mínimo como lesão corporal, mas  também como tortura ou abuso de autoridade. “Nós  estamos trabalhando para identificar a guarnição e intimá-las a prestar depoimento”, disse o corregedor auxiliar.

Capitão responsável por inquérito quer a prisão preventiva dos policiais agressores

A CRÍTICA teve acesso aos nomes dos três policiais que torturaram um trio de jovens na madrugada de quarta-feira. Ação foi gravada por câmeras de segurança

O cabo Fábio Luis Paiva dos Santos, 37, e os soldados Carlos Diego do Nascimento e Silva, 28, e Jamesson Pinto Moreira, 27,  envolvidos na agressão a três jovens de 15, 18 e 22 anos, da comunidade Jesus me Deu, Zona Norte, podem ter a prisão preventiva decretada a qualquer momento e podem ser expulsos da corporação, conforme informou, nesta sexta-feira (8), o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Glberto Gouvêa. 
O crime teria ocorrido na madrugada da última quarta-feira (6) e a ação dos policiais foi gravada por câmeras de segurança de uma pizzaria próximo do local. As imagens mostram  os policiais agredindo as vítimas com pedaço de madeira.
Gouvêa  explicou que os policiais foram ouvidos pela corporação mas não entrou em detalhes sobre as justificativas apresentada pelos suspeitos. Disse apenas que os envolvidos não apresentaram justificativas plausíveis para as agressões. 
“O policial  também é cidadão  e a eles serão garantidos o direito a ampla defesa e contraditório. A partir do  momento em que as investigações forem encerradas, teremos uma visão das punições que eles sofrerão e razão dos fatos e atos que praticaram”, ressaltou o comandante.
Segundo ele, o responsável pelo Inquérito Policial Militar (IPM), o capitão Marcos Almeida, que vai cuidar da parte criminal do caso, já representou pela prisão preventiva dos militares e aguarda a manifestação da Justiça Militar.
Além disso, há também os procedimentos adotados pela Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), que vai cuidar dos trâmites administrativos, e que vai decidir pela exclusão ou não dos militares do sistema de segurança.
Ainda de acordo com Gilberto Gouvêa, o cabo, que era o comandante da guarnição, será submetido a um Conselho Disciplinar, por ser o mais antigo do trio. Os dois soldados serão investigados, também,  por uma sindicância disciplinar. As investigações podem durar  de 30 a 90 dias.  
“De imediato, esses policiais foram afastados das funções dentro da Força Tática e serão transferidos para outros quarteis, para setores administrativos, enquanto as investigações acontecem”, afirmou o Comandante-Geral.
SSP determina rigor
O secretário de segurança, Sérgio Fontes, disse nesta sexta-feira que tomou conhecimento do ocorrido por meio da imprensa. Pela manhã foi instaurado Inquérito Policial Militar (IPM) que é quem vai apurar  o criminal, enquanto que a corregedoria vai apurar a parte administrativa, dependendo do resultado os suspeitos poderão ser excluídos da corporação. “A minha determinação é que o caso seja apurado com rapidez e rigor”, enfatizou Fontes.
OAB-AM repudia a ação dos policiais
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) Epitácio Almeida, demonstrou indignação ao falar sobre o caso. Para ele, os policiais militares deveriam ter sido presos em flagrante assim que foram identificados.
“O que aconteceu foi crime de tortura que é hediondo e inafiançável. Esses PMs já deveriam estar presos. É muito grave o que eles fizeram”, disse.  Epitácio declarou que foi à Corregedoria pela manhã  e que conversou com o corregedor Leandro Almada. Segundo ele, a conduta dos três PMs é vexatória.
“Eles colocaram as pessoas de joelho e de forma bestial e desumana passaram a espancá-los. Para mim fica cristalino o crime de tortura. O que me causa estranheza é por que depois de identificados não foram presos em flagrante”, disse. "Nós vamos acompanhar de perto  o andamento das investigações e ouvir as vítimas”, finalizou.
Saiba mais: Família assustada
“Ou você se muda daqui, ou nós vamos te levar para o varadouro”. Esse foi o aviso que dois homens encapuzados passaram para a adolescente C.C.S. 15. A  menina estava em casa, no bairro Jesus Me Deu, na Zona Norte, por volta das 21h quando chegaram dois desconhecidos. A mãe da menina, Maria das Graças Nascimento Coelho, 37,   disse que a família está assustada, mas que não vai mudar de endereço, já que não tem para onde ir.


O pedido de prisão preventiva dos três policiais foi feito ontem (9) e, ontem mesmo, aceito e decretado pela Justiça Militar. Vídeo registrou momento das agressões


Foram presos neste sábado (9) em Manaus os três policiais militares da Força Tática que agrediram e torturaram três jovens de 15, 18 e 22 anos durante uma abordagem na comunidade Jesus me Deu, Zona Norte, em Manaus, na última quarta-feira. Em um vídeo divulgado pelo Portal A Crítica, é possível ver o momento da agressão.
A prisão preventiva dos três policiais foi solicitada ontem (9) pela Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar e, ontem mesmo, foi aceita e decretada pela Justiça Militar. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, e pelo corregedor auxiliar da PM, coronel Euler Cordeiro.
Segundo Euler, os três PMs – cabo Fábio Luis Paiva dos Santos, 37, e soldados Carlos Diego do Nascimento e Silva, 28, e Jamesson Pinto Moreira, 27 – já sabiam desde a noite de sexta-feira (8) sobre possibilidade de serem presos a qualquer momento. As prisões foram efetuadas por PMs que prestam serviço para a Corregedoria da PM.

Após a prisão, os policiais foram conduzidos ao Presídio Militar, no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus. Além de serem presos e responderem por inquérito policial militar, eles poderão ser expulsos da corporação, o que ainda será averiguado em sindicância na Corregedoria. O cabo Fábio Luis está há mais de 15 anos na PM do Amazonas e os dois soldados Carlos Diego e Jamesson fazem parte da corporação há cerca de 4 anos. 
Denúncia
Imagens de uma câmera de vigilância registraram o momento em que os policiais desceram da viatura e agrediram com socos, pontapés e golpes de pau as costas e as nádegas dos três jovens – dois rapazes e uma moça. As vítimas das agressões ficaram com marcas e hematomas nas regiões do corpo atingidas. Familiares dos jovens fizeram a denúncia do caso.
Ministério Público
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) também abriu uma investigação para averiguar a conduta dos três policiais. A promotora de Justiça Cley Barbosa Martins, da 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap), abriu um Procedimento Preparatório para investigar o fato.
Vítimas
A reportagem do A CRÍTICA conversou com as vítimas das agressões. Segundo os jovens, os três policiais desceram da viatura, renderam os jovens e iniciaram as agressões – um dos PMs estava encapuzado, Primeiro eles abordaram o auxiliar de padaria L.F.C.P., 22, que é empurrado para a parede e agredido com tapas e pontapés.
“Eu estava lanchando aqui na frente quando eles chegaram e me mandaram ir para parede e já foram me batendo. Não me revistaram, nem me algemaram e me mandaram ajoelhar”, disse a vítima. Ainda segundo o jovem, um dos policiais pegou um pedaço de tábua de madeira e bateu pelo menos 16 vezes nas costas e nas nádegas. “Não tinha motivo para eles fazerem isso. A gente não estava fazendo nada de errado”, afirmou.
A versão foi confirmada pela adolescente C.C.S, que disse ter levado 20 pauladas. Ela também foi agredida com tapas nas costas, obrigada a tirar a roupa na frente dos militares e depois a obrigaram bater nos colegas.
“Eles me mandaram ficar sem roupa e mandaram eu me abaixar. Um deles chegou a encostar o cuturno nas minhas partes íntimas, mas eu levantei. Depois eles me mandaram bater nos meninos, senão eu ia apanhar mais. Tive que bater”, contou a menina que para sentar, precisa usar uma almofada, já que os glúteos dela também ficaram com muitos hematomas.


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