terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Suposta rede de prostituição envolvendo acreanas é denunciada na Bolívia:


Materia em espanhol completa do potal de noticia Sol de Pando

O site de notícia Sol de Pando, localizado na cidade de vizinha de Cobija, capital do estado de Pando, que faz fronteira com o Acre, divulgou matéria sobre uma rede de prostituição, onde envolve autoridades da Bolívia, empresários e ‘coiotes’ que recrutam meninas no lado brasileiro.

A matéria denuncia envolvimento também de uma deputada de Pando e um ministro do governo como ponto de uma rede de prostituição que já se estende em cidades bolivianas como Santa Cruz, La Paz e Arica, destacando a crise econômica como meio que deixa mulheres de classe média vulneráveis e buscam viver com um pouco de luxo.

A reportagem mostra ‘print’, onde denuncia que uma deputada teria convocado a imprensa local para expor um plano de trabalho, sendo que a residência funciona atualmente oferecendo serviços sexuais de jovens brasileiras.
A matéria também mostra um rapaz, identificado como“Choco”, natural de Rio Branco, capital do Acre, sendo apontando como o encarregado de assediar e conduzir as jovens até Cobija, para depois seguir à La Paz, Santa Cruz e Arica.

Como sempre, as jovens são iludidas com ofertas de empregos como babá, camareiras, modelos e outros trabalhos. Sendo que, quando chegam à cidade boliviana, precisam trabalhar como prostitutas. As que não aceitavam, teriam ficado em “…em situação de mendicância na cidade de Cobija, que faz fronteira com Brasiléia. Algumas chegaram aqui psicologicamente abaladíssimas. Outras com sequelas físicas, doenças sexualmente transmissíveis. Algumas até sabiam que iam para prostituição, mas não achavam que seria tão perverso”, contam.

Numa das fotos, aparecem belas mulheres posando de biquíni na cidade de Santa Cruz. Uma delas, identificada como Larissa, de 23 anos (nome fictício para resguardar sua integridade física), estava passando por dificuldades financeiras até conhecer o ‘Choco’, foi convencida a ir para a cidade de La Paz, passando por Cobija, tendo sua primeira parada na casa de “Tia Isabel”.

Foi quando se viu embarcando para a Espanha levando uma carga de cocaína e sendo presa, ficando sem dar noticias por um logo tempo aos familiares até reaparecer. O caso está sendo investigado pelas autoridades brasileiras.
Por trás dessas casas de prostituição, estaria um homem que divulga vídeos de uma inauguração de uma casa chamada “Avalon No Limits” em Santa Cruz, onde as brasileiras realizam apresentações de ‘Strip Tease’, e pode ter ramificações em países vizinho como Chile e Paraguai.

O jornalista que faz a denuncia, Wilson García Mérida, atualmente se encontra como refugiado no Acre, na cidade de Rio Branco, onde pediu asilo. Segundo ele, devido perseguições por parte do Governo da Bolívia, estaria envolvendo um ministro numa suposta rede internacional de tráfico de mulheres para a prostituição e tráfico de drogas.





ac24horas

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Subtenente mata sargento com tiros nas costas dentro do Comando Geral da Policia Militar do Acre




Um subtenente da Polícia Militar matou o colega de farda na tarde desta quinta-feira (24) dentro do Comando da Polícia Militar do Acre. O motivo do homicídio, segundo a Assessoria da PM, teria sido motivo banal, mas não informou maiores detalhes. Os dois estavam à serviço no momento do crime. Uma nota será divulgada pelo comando nas próximas horas.

Segundo informações preliminares, o subtenente Adelmo matou com um tiro o sargento identificado como Paulo Andrade.
Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas a vítima já estava morta.

Comandante-geral da PM diz subtenente pode ser expulso da corporação

O comandante-geral da Polícia Militar do Acre, Júlio César se pronunciou sobre o homicídio registrado na noite desta quinta-feira (24) dentro das dependências do quartel, onde um subtenente matou um sargento a tiros.
O sargento Paulo Andrade, de 44 anos, foi morto com um tiro nas costas. Segundo o comandante-geral, o sargento e subtenente discutiram após o sargento chamar a atenção do subtenente José Adelmo Alves dos Santos, de 49 anos, por suposto atraso no horário de serviço.
“O subtenente Adelmo foi chamado atenção na falta de serviço e reagiu de forma desproporcional disparando contra o sargento Paulo Andrade. É um crime duramente militar. Todas as providências foram tomadas, o local foi isolado e o subtenente foi detido. Ele encontra-se em uma unidade militar à disposição da justiça”, disse o comandante-geral.
O comandante comentou ainda que situação igual a esta ocorreu em 1996 quando um policial disparou contra um colega dentro do quartel. Ele acrescentou também que o autor do disparo pode ser expulso da corporação e pode pegar 30 anos de prisão.
O sargento Paulo Andrade tinha mais de 20 anos no exercício militar. Já o subtenente Adelmo tem mais de 30 anos na profissão militar. Ele era da reserva militar, mas havia sido convocado recentemente para reforçar a segurança na capital após a onda de ataques por parte de facções criminosas que ocorreu no segundo semestre deste ano em cidades do estado. Ele, até então, fazia segurança na Organização das Centrais de Atendimento (OCA), na área central de Rio Branco. Todos os exames psicológicos e físicos antes de retornar da reserva indicaram boas condições em Adelmo, segundo Julio Cesar.
Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas a vítima já estava morta.

ac24horas

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

MULHER SONHA ENCONTRAR PARENTES, QUE NUNCA VIU, POR PARTE DE SEU PAI.


A Francisca Souza, 23 anos, natural de Taraucá - AC, diz que não conhece nem um de seus parentes por parte de seu pai, o senhor Luiz Maciel de Souza, já falecido, morava no município de Jordão, mais conhecido como Luiz Barata. Ela pede ajuda a imprensa, jornalistas e internautas, se caso alguém conhecer algum parente por parte de seu pai, fazer contato pelo numero (68) 99600 5049. 

Francisca, diz que já ouviu boatos que tem irmãos por parte de seu pai, mais não tem certeza. "Olha eu nunca conheci nenhum parente por parte de meu pai, ja tenho 23 anos, e nunca conheci se quer um primo, nada, só conheço meus parentes por parte de mãe. Meu sonho é conhecer, irmãos, primos, tios por parte de meu pai", diz Francisca. 

Segundo Francisca, seu pai era natural de Belém mais como veio morar em Tarauacá, tirou seus documentos como natural de Tarauacá. Ela pede caso alguém conheça algum parente do senhor Luiz Maciel de Souza, conhecido como Luiz Barata, fazer contato com o numero deixado a cima.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No AC, menina de 6 anos morre ao ser atropelada e família denuncia Saúde

Lais Alves Silvino morreu na noite deste sábado (12), no Jordão. Boletim foi registrado na PM; TFD não teria mandado avião para pegar Lais.






A pequena Lais Alves Silvino da Silva, de 6 anos, morreu após ser atropelada por uma motocicleta, na tarde deste sábado (12), na rua Francisco Dias no município do Jordão, interior do Acre.
O comandante da Polícia Militar na cidade, Raimundo Fortunato, afirmou que a família da menina registrou um boletim de ocorrência contra o Estado, pois o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) teria se recusado a enviar um avião para levar a criança até Rio Branco.
Ao G1, o gerente-geral do TFD no Acre, Kennedy Moreira, informou que não tinha ciência sobre o caso e que não poderia dar informações.
A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da assessoria de imprensa, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. 
O acidente ocorreu por volta das 15h. De acordo com o comandante, a motocicleta seguia sentido centro/bairro, quando a criança saiu de trás de um caminhão para atravessar a rua. Ao ver a menina, o motociclista não teve tempo de parar. Lais foi socorrida e levada para o hospital da cidade.
Fortunato afirma que foi solicitado o TFD para fazer o transporte da criança para a capital acreana, Rio Branco, mas às 17h, a família foi informada de que não seria possível enviar o avião para buscar Lais por conta do horário e que tentassem pela manhã deste domingo (13).
Como em Jordão só é possível fazer o deslocamento para a capital por meio aéreo, Lais não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 21h no hospital da cidade, antes de conseguir ser transferida para Rio Branco.
"Foi feito toda uma mobilização para a questão do TFD liberar um avião para buscar essa criança, porque precisava ir para Rio Branco, já que o Jordão não disponibiliza de material suficiente para entubar e fazer outros atendimentos. Mas, por conta do horário disseram que não dava mais. No hospital do Jordão, foram feitos todos os procedimentos que poderiam ser feitos aqui", diz o comandante.


G1/AC

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Juíza exige medidas mais rígidas para isolar facções:

A juíza da Vara de Execuções Penais de Rio Branco, Luana Campos, exige que o Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) faça a separação dos presos ligados às organizações criminosas.
Depois do confronto de ontem, no interior do presídio Francisco D’Oliveira Conde, onde quatro presos foram mortos e 20 ficaram feridos, a magistrada quer manter distâncias entre os membros das facções.
Os detentos ligados ao Bonde dos 13 ficaram nos pavilhões do “Chapão”, uma ala de blocos onde ficam os presos considerados perigosos. Quem for do Comando Vermelho será colocado nos blocos que ficam na parte externa do “Chapão” onde estão os provisórios.
“Essa separação é apenas um paliativo. Na verdade, precisamos buscar alternativas para evitar que os grupos rivais entrem em conflito. Temos que proteger os agentes e outros funcionários que ficam no presídio, mas, não é fácil enfrentar isso com um complexo que tem mais de três presos, quando deveria ter no máximo mil”, reclamou.
A magistrada quer identificar que são os detentos que não estão ligados as facções, esse grupo será enviado ao presídio de Senador Guiomard.
A Vara de Execuções Penais vai exigir que o governo faça uma limpeza onde fica o presídio conhecido como “Papudinha”. O complexo é usado para abrigar os presos do semiaberto que apenas pernoitam. Nessa quarta-feira, uma das facções tentou invadir o prédio. Os agentes rapidamente conseguiram fechar o portão e reagiram aos tiros. Um preso foi atingido na perna. O tiroteio criou pânico para as pessoas que passavam pela região.
Para a magistrada existem muitas árvores e mato que facilitam emboscadas. “Para piorar, o antigo quartel do Bope está abandonado e servindo de esconderijo para os bandidos. Os detentos quando vão para o complexo obrigatoriamente precisam passar pelo lado do prédio e do mato que tomou conta do local. Por isso, são vitimas fáceis”, lembrou.
A juíza está pedindo a retirada das árvores e que o capim seja cortado com frequência e está pedindo a demolição do antigo prédio do BOPE.
Desde o ataque de quarta-feira, os detentos da “Papudinha” ficaram livres do pernoite. Deveriam voltar nessa sexta-feira, mas como as obras de recuperação e da iluminação ainda não estão prontas, está marcado o retorno para esse sábado. Alguns presos estão ganhando tornozeleiras eletrônicas. Esses não vão precisar dormir no presídio.
A magistrada voltou a cobrar mais segurança nos presídios. No dia do tiroteio na “Papudinha”, os órgãos de segurança foram avisados, mas só agiram depois que houve o ataque. No caso do presídio Francisco D’Oliveira Conde, há 30 dias havia uma ordem para o motim. No entanto, a segurança não foi reforçada.


agazeta

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mais de 200 homicídios foram registrados no Acre em dez meses:

VIOLÊNCIA CRESCENTE - O Acre já registrou 220 homicídios, no período de 1° de janeiro a 16 de outubro deste 2016. A capital Rio Branco foi palco de 60,5% do total de homicídios no Estado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de 47,7% dos homicídios no Estado, sendo de 56,5% o aumento na capital. Estamos com média superior a 30 homicídios por 100 mil habitantes. O gráfico elaborado pela Polícia Militar do Acre mostra a distribuição de ocorrências de homicídios dolosos por municípios no período mencionado.








Altino Machado
jornalista

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Presidente da Colômbia ganha o Nobel da Paz e homenageia vítimas: “Este prêmio é de vocês”



O presidente da ColômbiaJuan Manuel Santos, foi o escolhido para receber oPrêmio Nobel da Paz de 2016 por seus esforços no processo de paz com a guerrilha FARC. O Comitê Norueguês do Nobel destacou que Santos demonstrou a “fortaleza” necessária para levar adiante o processo com a guerrilha após mais de meio século de guerra civil. O acordo foi rejeitado pelo eleitorado colombianonum referendo no domingo, quando o não somou 50,21% dos votos, com uma abstenção de 62%.

“Apesar do voto no referendo”, disse a porta-voz do comitê, Kaci Kullmann Fiveen, Santos sempre contribuiu “para o final do conflito”. O referendo, prosseguiu, “não foi um voto contra a paz. Quem votou pelo não não rejeitou o desejo de paz, e sim um acordo de paz específico”.
“Colombianos, este prêmio é de vocês. Recebo este prêmio, em especial, em nome das milhões de vítimas que ficaram com este conflito`“, disse Santos horas depois do anúncio oficial.
A confirmação do seu nome, feita às 6 da manhã do Brasil, e 4h20 da madrugada na Colômbia, pegou os colombianos ainda dormindo. Não era esperado, ainda mais cinco dias após a população ter decidido rechaçar os acordos de paz com a guerrilha. O resultado havia sido considerado razão suficiente para assumir que a candidatura, que num primeiro momento era dividida com Rodrigo Londoño, ou Timochenko, e cinco vítimas, ficaria relegada. Agora, vive-se a expectativa de um comunicado das delegações do Governo e das FARC reunidas em La Havana em algum momento do dia.
“Recebo este reconhecimento com grande  humildade e com um mandato para continuar trabalhando sem descanso pela paz dos colombianos. A esta causa vou dedicar todos os esforços pelo resto dos meus dias”, completou Santos. “Estamos perto de um acordo final, somente precisamos perseverar nesta etapa final, pelas vítimas da guerra", disse o presidente, afirmando que só com insistência o acordo será concluído. “É questão de acreditar que não há nada melhor que a paz, a qual não existiu para três gerações na Colômbia.”
Timochenko, líder da guerrilha, antecipou-se ao pronunciamento oficial com uma mensagem em sua conta do Twitter, o canal oficial da insurgência desde a vitória do não no plebiscito: “O único prêmio ao qual aspiramos é o da #PazComJustiçaSocial para a #Colômbia, sem paramilitarismo, sem retaliações nem mentiras. #PazNaRua”.
O conflito da Colômbia, que com 52 anos é o mais longo ainda em curso no continente americano, já causou a morte de 220.000 pessoas, deixou mais de seis milhões de refugiados internos e externos e levou ao desaparecimento de outros 45.000 indivíduos. Os quatro anos de negociações em Havana, com a Noruega como país facilitador, culminaram em 24 de agosto num acordo de paz que foi solenemente assinado por Santos e por Timochenko em 26 de setembro em Cartagena. O documento, de 297 páginas, foi submetido a um referendo no último domingo.
 A preocupação no país agora é a nova mesa de diálogo nacional aberta na quarta-feira por Santos e por seu antecessor, Álvaro Uribe, principal opositor do processo de paz. O Governo designou três delegados, com o acompanhamento de vários ministros, para que trabalhem em comissões com três representantes do partido Centro Democrático, de Uribe.
Nas ruas, também alheios às deliberações do Nobel, os cidadãos começaram na quarta-feira a exercer a pressão social, com uma grande marcha em 14 cidades –em Bogotá, o público estimado superou 100.000 pessoas. Na praça Bolívar, no centro da capital, um grupo de cidadãos montou na noite da manifestação o chamado Acampamento pela Paz, de onde exigem aos governantes não se levantem da mesa de negociações até que cheguem a um consenso. “Recebemos com surpresa, alegria e otimismo esta mensagem de esperança e solidariedade que a comunidade europeia nos oferece", disse uma representante dos ativistas. “Convidamos todos e todas a virem à praça Bolívar para construir a paz.”
A premiação, segundo o comitê, é também “uma homenagem ao povo colombiano, que, apesar de todos os abusos sofridos, não perdeu a esperança de obter uma paz justa, e a todas as partes que contribuíram para este processo de paz”.
Além disso, o comitê afirmou que Santos “aproximou de forma significativa o conflito na direção de uma solução pacífica”, estabelecendo as bases para um desarmamento verificável das FARC e para um “histórico processo de reconciliação e irmanação nacional”. “Seus esforços para promover a paz cumprem, portanto, os critérios e o espírito da vontade de Alfred Nobel”, declarou o comitê. O prêmio, argumentou o júri, busca estimular “a todos aqueles que tentam obter a paz, a reconciliação e a justiça na Colômbia”.
Havia neste ano 376 candidaturas ao Nobel da Paz, das quais 148 eram organizações e 228 eram pessoas. Trata-se de uma cifra recorde, que supera as 278 recebidas em 2014. A Noruega, que abriga o comitê que concede o Nobel da Paz, foi justamente um dos países facilitadores no processo de paz entre Santos e a guerrilha, iniciado há quatro anos em Havana.
Segundo Fiveen, o referendo “não foi um voto contra a paz”. “ Aqueles que votaram ‘não’ não negaram o desejo da paz mas um acordo específico de paz”. “Este resultado gerou uma grande incerteza sobre o futuro da Colômbia. Há um risco real de que o processo de paz se interrompa e que a guerra civil estoure outra vez, o que torna ainda mais importante que todas as partes, encabeçadas pelo presidente Santos e pelo líder da guerrilha FARC, Rodrigo Londoño, mantenham o respeito ao cessar-fogo", salientou a porta-voz do comitê. Tanto Santos como Londoño, conhecido como Timochenko, manifestaram depois do referendo sua disposição de manter o acordo. O presidente colombiano já reuniu os principais dirigentes políticos do país, entre eles Álvaro Uribe, grande artífice donão ao acordo.
A premiação, segundo o comitê, é também “uma homenagem ao povo colombiano, que, apesar de todos os abusos sofridos, não perdeu a esperança de obter uma paz justa, e a todas as partes que contribuíram para este processo de paz”. Neste ano, havia 376 candidaturas, das que 148 eram organizações e 228 eram pessoas. Trata-se de uma cifra recorde, que supera as 278 recebidas em 2014.
Desde sua estreia, em 1901, o Nobel da Paz foi entregue em 96 ocasiões, para 129 premiados (há prêmios divididos). Em 2015, o agraciado foi o Quarteto Nacional de Diálogo da Tunísia, por sua “contribuição à construção de uma democracia plural” no país depois da revolução de 2011. O Quarteto é formado por dois sindicatos, pela ordem dos advogados local e pela Liga Tunisiana para a Defesa dos Direitos Humanos.


El país / Brasil

Homem acusado de matar vendedora a facadas é condenado a mais de 27 anos de prisão: Ele cumprirá a pena em regime inicialmente fechado, mas dentro de 4 anos e 6 meses já poderá solicitar a progressão para o semiaberto


Adjunior Sena, de 32 anos, foi a júri popular nesta quinta-feira (6), no Fórum Criminal, na Cidade da Justiça, em Rio Branco. Ele respondia processo acusado de matar com uma facada a sua ex-mulher, Keyla Viviane do Santos, de 29 anos, em frente à loja em que ela trabalhava. Ele foi condenado a 27 anos e 6 meses de prisão pelo crime. A decisão, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, saiu no início da tarde desta quinta-feira (6) e cabe recurso.
Para o promotor Leandro Portela, na acusação as provas foram claras que Adjunior cometeu o crime e não tinha dúvidas quanto a condenação do réu. “Era muito clara a condenação do réu, pois tínhamos imagens do assassinato que comprovavam sua autoria, além de outras provas concretas apresentadas pelo Ministério Público.
promotor de justiça Leandro Portela
Portela destacou que aqui em Rio Branco é a primeira vez que se julga um caso de feminicídio, nova tipificação criada por meio de uma alteração na lei em 2015 e que mudou totalmente a forma que o legislador vê este tipo de assassinato, agravando a pena.
O julgamento foi acompanhado pela família de Keyla, incluindo as duas filhas da vendedora, além de amigos. O condenado cumprirá a pena de 27 anos em regime inicialmente fechado, mas dentro de 4 anos e 6 meses já poderá solicitar a progressão para o regime semiaberto.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Acusado de matar vendedora será julgado nesta quinta-feira, em Rio Branco

“Acredito sim na Justiça Brasileira", disse o sobrinho da vitima.

O réu confesso, Adjunior dos Santos, que matou a sua ex-mulher, Keyla Viviane Santosa, com duas facadas em fevereiro deste ano, está sendo submetido a júri popular na manhã desta quinta-feira (6) no Fórum Criminal Desembargador Lourival Marques. Nas redes sociais, amigos e familiares demonstram revolta e pedem que a justiça seja feita durante o júri e que acusado seja condenado a pena máxima.

O sobrinho da vítima, Matheus Tavares, publicou na sua página do Facebook que, apesar das leis arcaicas, ele está esperançoso que a justiça do Acre irá punir o acusado pelo crime.
“Acredito sim na Justiça Brasileira, e muito mais na Justiça do meu amado Acre, pois mesmo com leis arcaicas, existe pessoas de bem, que irão lutar para que a pena não seja branda”, publicou o sobrinho em rede social.





contilnet

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Declarações de promotor contra vítima de abuso sexual chocam desembargadores no Rio Grande do Sul

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça pediu investigação da atuação de membro do Ministério Público que humilhou adolescente em audiência

 

 

"Pra abrir as pernas e dá o rabo pra um cara tu tem maturidade, tu é autossuficiente, e pra assumir uma criança tu não tem? Tu é uma pessoa de sorte, porque tu é menor de 18, se tu fosse maior de 18 eu ia pedir a tua preventiva agora, pra tu ir lá na Fase, pra te estuprarem lá e fazer tudo o que fazem com um menor de idade lá.
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Documento que registra extermínio de índios é resgatado após décadas desaparecido

Relatório de mais de 7 mil páginas que relatam massacres e torturas de índios no interior do país, dado como queimado num incêndio, é encontrado intacto 45 anos depois




 A expedição percorreu mais de 16 mil quilômetros e visitou mais de 130 postos indígenas onde foram constatados inúmeros crimes e violações aos direitos humanos. O governo ignorou pedido do Relatório Figueiredo para demitir 33 agentes públicos e suspender 17





Depois de 45 anos desaparecido, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, o chamado Relatório Figueiredo, que apurou matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades praticadas contra indígenas no país – principalmente por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) –, ressurge quase intacto. Supostamente eliminado em um incêndio no Ministério da Agricultura, ele foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais.

Em uma das inúmeras passagens brutais do texto, a que o Estado de Minas teve acesso e publica na data em que se comemora o Dia do Índio, um instrumento de tortura apontado como o mais comum nos postos do SPI à época, chamado “tronco”, é descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.

ntre denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a estricnina, o texto redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia ressuscita incontáveis fantasmas e pode se tornar agora um trunfo para a Comissão da Verdade, que apura violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988.

A investigação, feita em 1967, em plena ditadura, a pedido do então ministro do Interior, Albuquerque Lima, tendo como base comissões parlamentares de inquérito de 1962 e 1963 e denúncias posteriores de deputados, foi o resultado de uma expedição que percorreu mais de 16 mil quilômetros, entrevistou dezenas de agentes do SPI e visitou mais de 130 postos indígenas. Jader de Figueiredo e sua equipe constataram diversos crimes, propuseram a investigação de muitos mais que lhes foram relatados pelos índios, se chocaram com a crueldade e bestialidade de agentes públicos. Ao final, no entanto, o Brasil foi privado da possibilidade de fazer justiça nos anos seguintes. Albuquerque Lima chegou a recomendar a demissão de 33 pessoas do SPI e a suspensão de 17, mas, posteriormente, muitas delas foram inocentadas pela Justiça.

Os únicos registros do relatório disponíveis até hoje eram os presentes em reportagens publicadas na época de sua conclusão, quando houve uma entrevista coletiva no Ministério do Interior, em março de 1968, para detalhar o que havia sido constatado por Jader e sua equipe. A entrevista teve repercussão internacional, merecendo publicação inclusive em jornais como o New York Times. No entanto, tempos depois da entrevista, o que ocorreu não foi a continuação das investigações, mas a exoneração de funcionários que haviam participado do trabalho. Quem não foi demitido foi trocado de função, numa tentativa de esconder o acontecido. Em 13 de dezembro do mesmo ano o governo militar baixou o Ato Institucional nº 5, restringindo liberdades civis e tornando o regime autoritário mais rígido.

 O vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e coordenador do Projeto Armazém Memória, Marcelo Zelic, foi quem descobriu o conteúdo do documento até então guardado entre 50 caixas de papelada no Rio de Janeiro. Ele afirma que o Relatório Figueiredo já havia se tornado motivo de preocupação para setores que possivelmente estão envolvidos nas denúncias da época antes de ser achado. “Já tem gente que está tentando desqualificar o relatório, acho que por um forte medo de ele aparecer, as pessoas estão criticando o documento sem ter lido”, acusa.

Suplícios
O contexto desenvolvimentista da época e o ímpeto por um Brasil moderno encontravam entraves nas aldeias. O documento relata que índios eram tratados como animais e sem a menor compaixão. “É espantoso que existe na estrutura administrativa do país repartição que haja descido a tão baixos padrões de decência. E que haja funcionários públicos cuja bestialidade tenha atingido tais requintes de perversidade. Venderam-se crianças indefesas para servir aos instintos de indivíduos desumanos. Torturas contra crianças e adultos em monstruosos e lentos suplícios”, lamentava Figueiredo. Em outro trecho contundente, o relatório cita chacinas no Maranhão, em que “fazendeiros liquidaram toda uma nação”. Uma CPI chegou a ser instaurada em 1968, mas o país jamais julgou os algozes que ceifaram tribos inteiras e culturas milenares.



em.com.br

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rio Branco tem centro de referência especializado para população em situaçãod de rua

Um dos reflexos do intenso processo de exclusão social é a população em situação de rua. São pessoas que se caracterizam por serem um grupo heterogêneo, composto por pessoas em diferentes realidades, mas que tem em comum a condição de pobreza, vínculos sociais e familiares interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo compelidas a usar a rua como espaço de moradia e sustento, por caráter temporário ou permanente.


Unidade de Acolhimento “Dona Elza”. é uma unidade que presta serviço de acolhimento para população em situação de rua, na modalidade de abrigo institucional, seguindo as orientações e diretrizes do Sistema Único de Assistência Social - SUAS. 
 

Desde o ano de 2006 a Cidade de Rio Branco vem dando atenção às pessoas em situação de rua através das iniciativas da política pública de assistência social. Mas foi em 2012, graças ao Programa Crack, é Possível Vencer e à aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS, que estes serviços foram ampliados e qualificados. Neste mesmo ano a Prefeitura, por meio da SEMCAS, implantou mais um Centro de Referência Especializado de Assistência Social-CREAS, um Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua - CENTRO POP e o Serviço Especializado de Abordagem Social realizado de forma contínua (24h) e ao Acolhimento Institucional.








 Cerca de 188 pessoas vivem nas ruas de Rio Branco, segundo a prefeitura. 


Além do acolhimento e alimentação, os abrigados receberão também ajuda de assistentes sociais e psicólogos.
Segundo o diretor de proteção social, Fábio Fabrício, este é o primeiro espaço público estatal para acolher moradores de rua em Rio Branco. Alguns outros locais abrigam jovens ou adultos, mas em casos específicos, como dependentes químicos. Mas nem sempre são os vícios que levam às pessoas a ficarem nas ruas.

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Patrimônio da Fundação de Cultura de Rio Branco sofre incêndio criminoso






A Polícia Militar do Acre investiga se o ataque ao órgão público na madrugada desta quarta-feira (17), em Rio Branco, tem ligações com a morte do adolescente durante troca de tiros com policiais após um assalto no bairro Vila Acre, na tarde de ontem (16).

Uma reunião foi agendada para logo mais onde a situação deve ser discutida entre os representantes de Segurança e, após o encontro, a secretaria de segurança do Estado deve se pronunciar.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Policial Militar em serviço é assassinado durante abordagem polêmica em Rio Branco

video
Vídeo mostra o momento da abordagem e do disparo que atinge do Policial Militar



O cabo da Polícia Militar Alexandro Aparecido dos Santos, de 36 anos, morto com um tiro na região da cabeça durante uma abordagem a três pessoas no conjunto Novo Horizonte, no bairro Floresta, em Rio Branco, estava há sete anos na corporação, segundo informou a Polícia Militar.
A guarnição fazia patrulhamento de rotina em combate ao tráfico de drogas na região quando ordenou a parada de um veículo, cujo motorista não obedeceu e seguiu em fuga. Após alguns minutos de perseguição policial, os policiais conseguiram localizar o veículo e abordaram o motorista e os passageiros.
No momento da abordagem, Kenned Magalhães teria lutado com o cabo Alexandro Aparecido e conseguido tomar a arma do policial, onde o atingiu com um tiro no queixo. O policial morreu na hora.
Na delegacia, Kenned disse que não parou o veículo porque já estava sendo perseguido vários dias por um policial, então, preferiu parar em frente à residência. No local, de acordo com o suspeito, os policiais começaram a enforca-lo e ele perdeu um pouco do sentido.
“Não sei o que aconteceu direito. Comecei a me bater e talvez a minha mão tenha encostado na arma do policial. Só sei que atirou. Não tenho problema com a polícia. Foi um acidente. Não foi minha intenção. Não tenho capacidade para fazer isso”, disse o suspeito.

ac24horas

sábado, 13 de agosto de 2016

Furtos de valor insignificante: Não gostamos de Justiça, mas de vingança

Leonardo Sakamoto - cientista politico 

Um homem foi detido após furtar dois frascos de filtro solar em uma unidade das Lojas Americanas, no município de Marília, em 2014. Apesar do juiz ter atendido o pedido da Defensoria Pública, para que respondesse ao processo em liberdade, ele seguiu preso por seis meses. Agora, como informa a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, desta quinta (11), ganhou na Justiça uma indenização de R$ 26.400,00 por conta do “erro”. O governo do Estado de São Paulo afirmou que vai recorrer.

Pode-se dizer que a pessoa ficou presa por falha do poder público, mas o caso encobre um problema profundo. Ainda mandamos pessoas para o xilindró por roubar coxinhas em supermercados, por exemplo.
Manter alguém afastado da sociedade por conta de um furto de valor tão insignificante, além do claro custo social e humano, representa um peso aos cofres públicos. Cadeia deveria ser usada como último recurso, para quem representa um perigo para a sociedade, e não a principal alternativa de punição e ressocialização adotada. Uma pessoa que for mandada à prisão por conta de uma questão tão idiota sairá de lá com ódio da sociedade e do Estado e, utilizando o que aprendeu nessa escola de crime, irá à desforra.
Isso me lembra outras histórias que já trouxe aqui. Por exemplo, o pedreiro Ademir Peraro havia roubado coxinhas, pães de queijo e creme para cabelo do supermercado Dia%, em São Carlos. O total do furto: R$ 26,00. Como a cidade fica no interior do Estado de São Paulo, onde alguns arautos da justiça reacionária têm mantido pessoas flagradas por furto famélico ou de baixo valor no xilindró, podemos imaginar que esse também seria o destino de Ademir. Contudo, os seguranças do mercado resolveram fazer justiça com as próprias mãos.
Ele foi levado até um banheiro e agredido com chutes, socos e um rodo e deixado trancado, definhando, até tarde da noite. Depois, buscou-se socorro, mas já era tarde: acabou morrendo por hemorragia interna e traumatismos.

Na época, o supermercado disse que a responsabilidade era da terceirizada – quem se lembrou do projeto de lei que amplia a possibilidade de terceirização e é apoiado pelo governo Michel Temer e está para ser aprovado no Congresso ganha uma coxinha.
O Supremo Tribunal Federal vem desconsiderando muitos furtos de pequeno valor como crime. Essa conduta não gera uma obrigação para todos os juízes e desembargadores de instâncias inferiores, mas sinaliza o que pode acontecer com o caso se ele subir ao STF. E é uma tentativa da corte de mostrar que não são apenas os ricos e que têm acesso a advogados que conseguem decisões favoráveis no tribunal. Contido, a Suprema Corte também já deu decisões desfavoráveis a quem cometeu pequenos furtos quando o objetivo não era saciar a fome.
O princípio da insignificância pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave. Po exemplo, roubar um desodorante ou dois frascos de protetor solar. Tipo de coisa que não deveria ser punido com cadeia. Seja pela inutilidade da punição, pelo seu custo ou mesmo pelo déficit de humanidade que isso representa.
Não creio que prender alguém por conta de dois quilos de carne vai ajudar em sua reinserção social ou mesmo evitar novos furtos, o que mostra uma sanha mais punitiva do que educativa. Mesmo a abertura de um processo é, a meu ver, acintoso, pois força o Estado a gastar tempo, recursos humanos e dinheiro em algo cuja solução passaria pela geração de empregos e criação de estruturas de assistência.
Ninguém está defendendo quem erra ou comete crimes. O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao acreditarmos que punições severas para coisas ridículas (mesmo reincidentes) têm função pedagógica.
Vamos ser honestos: tendo como base nossa tradição e legislação patrimonialistas, isso serve para deixar claro que a integridade do patrimônio segue acima da dignidade da vida. E que não gostamos de Justiça, mas de uma boa vingança mesmo.
Seguem algumas punições idiotas:
Ademir – 
Assassinado por ter furtado coxinhas, pães de queijo e creme para cabelo de um supermercado. O pedreiro foi levado a um banheiro, agredido com chutes, socos e um rodo e deixado trancado, definhando. Morreu por hemorragia interna e traumatismos.

Sueli – 
Condenada pelo roubo de dois pacotes de bolacha e um queijo minas em uma loja.


Valdete
 – Condenada a dois anos de prisão em regime fechado por ter roubado caixas de chiclete.


Franciely
 – Acusada de roubo de duas canetas mesmo após ter mostrado o comprovante de pagamento por ambas em um hipermercado.
Maria Aparecida -
 Mandada para a cadeia por ter furtado um xampu e um condicionador em um supermercado. Perdeu um olho enquanto estava presa.
Um homem em situação de rua foi espancado pelo dono de um supermercado, seus empregados e moradores, em Sorocaba (SP), após furtar um xampu. Ele foi internado com afundamento do crânio.




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Famliares suspeitam que estudante de direito desaparecida em Rio Branco pode ter sido vítima de tráfico humano

A acadêmica de Direto da Faao, Sabrina de Lima Aciole, de 17 anos de idade, pode ter sido vítima de tráfico humano, segundo suspeita a família da jovem. Ela, que desapareceu na segunda-feira (8), foi vista pela última vez em Rio Branco, na Rodoviária Internacional, onde embarcou para o estado de Rondônia, às 19 horas.
A mãe da jovem, Shirlay Lima explica que a filha nunca saiu de casa sem avisar e não costumava faltar aulas. “Ela saiu sem levar nada, apenas com a roupa do corpo. Na faculdade, a única falta que ela tem é a partir dos dias em que ela desapareceu. Acreditamos que ela foi aliciada por alguém porque senão ela já teria nos ligado”, disse.

Todo o histórico de conversa telefônica e nas redes sociais está sendo levantado e avaliado pela polícia para chegar a algum ponto que possa encontrar a jovem. As investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal.
Shirlay informou que imagens de câmeras de segurança de alguns locais em Porto Velho (RO), mostram a jovem acompanhada por um casal já deixando a cidade.

O último relatório sobre tráfico de pessoas lançado pelo Ministério da Justiça e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) indica que, no Brasil, de 2005 a 2011, foram investigadas 514 denúncias desse crime. A maioria das vítimas é mulheres e da região norte.
A mãe pede para quem tiver alguma informação sobre a localização de Sabrina Aciole pode informar a polícia ou ligar nos seguintes contatos: (68) 99957-9050 – mãe e (68) 99990-1515 – tia. Sabrina é moradora do bairro Bahia Velha, em Rio Branco. O Disk 100 também é um canal denúncia.

ac24horas.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Acreana e a primeira mulher brasileira, a ser tornar defensora pública da corte interamericana de direitos humanos


A defensora pública do Acre Rivana Ricarte de Oliveira é a primeira mulher brasileira a se tornar defensora pública interamericana. A partir de agora, ela acumula a função de atuar por designação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na representação legal de vítimas que não tenham advogado particular próprio.
Cada país tem o direito de indicar dois defensores públicos para a Corte Interamericana, um órgão judicial autônomo que tem sede em San José, Costa Rica, cujo propósito é aplicar e interpretar a Convenção Americana de Direitos Humanos e outros tratados de Direitos Humanos. A Corte faz parte do chamado Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos.
Rivana terá um mandato de três anos perante a corte e continuará a atuar normalmente na Defensoria Pública do Acre.
Com mestrado em direitos humanos e doutorado em andamento no mesmo tema, ela nasceu na Paraíba, mas mora no Acre desde 2002, quando passou no concurso para defensora, tendo atuado em Feijó até 2006 e em seguida, passado para a capital.
“É uma alegria e uma honra. Desde 2010 eu me dedico a esse objetivo, nessa área de direitos humanos. É um cargo muito significativo para atuação brasileira e um desafio para a preservação dos direitos humanos”, conta.
Rivana foi escolhida por meio de um processo seletivo organizado pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais (Condege). Foi o terceiro certame do tipo, que conta com análise curricular.

A atuação de um defensor interamericano é bastante específica, com poucos casos destinados por mandato, tendo em vista que são situações complexas e que o defensor não pode abandoná-las até serem resolvidas, mesmo que isso vá além de seu tempo de atuação.

agencia.ac.gov.br