sábado, 16 de abril de 2016

MORRE BEBÊ QUE ESPEROU DOIS MESES POR TRATAMENTO FORA DE DOMICILIO


O pequeno Davi Campos de Souza, de dois meses, morreu na Unidade de Terapia intensiva (UTI) do Hospital da Criança de Goiás. O menino, que estava internado na Maternidade Bárbara Heliodora, esperou por mais de dois meses pela transferência via Tratamento Fora de Domicílio (TFD), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os pais da criança estão desolados.

“Meu filho foi diagnosticado com três dias de vida, e a gente esperou dois meses e dois dias para que o governo fizesse a transferência do meu filho. Como que houve atenção com o meu filho? Dois meses de espera é algo digno? Não é! Acho que se tivessem o levado antes as chances seriam certamente maiores”, disse Rodrigo Souza, pai do menino.


No início de abril, após pedido do governo do Acre à Força Aérea Brasileira (FAB), foi possível que o bebê Davi fosse transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Maternidade Bárbara Heliodora, via UTI aérea, para Goiânia (GO), onde esteve internado até o dia em que morreu. Davi, que fora diagnosticado com cardiopatia, estava num estado de saúde bastante delicado.

“O governo nunca pagou a ajuda de custo que a gente tem direito de receber. Além disso, a gente não teve ajuda nem de casa de apoio lá em Goiânia. A gente ligava para o Moisés, da Regulação da Sesacre, lá do TFD, e ele era só enrolação. A gente nunca recebeu nenhum apoio. O que veio agora foi a urna, que o governo pagou, e as passagens de volta, que também se não dessem seria o cúmulo, mas a ajuda de custo nunca deram”, denuncia o pais do bebê.

Segundo a Secretaria de Saúde, quando hospitalizado em Rio Branco (AC), “a gestão da Sesacre não mediu esforços para garantir a vida do paciente”, tanto que viabilizou, inclusive, “a transferência para o tratamento numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea pertencente a Força Aérea Brasileia (FAB)”. Contudo, em Nota, a Sesacre não comentou o tempo de espera a que a criança precisou ser submetida: dois meses e dois dias.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Líder feminina no Malawi anula 850 casamentos infantis e envia meninas de volta para a escola



Theresa Kachindamoto, supervisora de um distrito em Malawi, país da África, se destaca como uma líder feminista ajudando mulheres e garotas de sua comunidade. Nos últimos 3 anos, ela já anulou mais de 850 casamentos forçados, colocou meninas na escola e começou uma luta para abolir rituais que iniciam crianças sexualmente.
Mais da metade das mulheres em Malawi acabam se casando antes dos 18 anos. Além disso, o país ainda conta com um baixo Índice de Desenvolvimento Humano. É por essas e outras que o trabalho de Kachindamoto é tão importante.
Ela já trabalha na área há 27 anos e ainda assim não para de conquistar vitórias para sua sociedade. Foi só no ano passado que ela conseguiu instituir a maioridade de 18 para casamentos (mesmo com assinatura dos pais). É comum meninas de 12 anos grávidas por conta disso. E agora ela briga para que essa idade seja elevada para os 21 anos.

Por ser uma região muito pobre, é grande a incidência de famílias que arranjam casamentos para meninas a fim de aliviarem os gastos da casa, deixando as despesas para o futuro marido. E as consequências de comportamentos como esses que diminuem a voz feminina na sociedade são drásticas. Uma em cada cinco mulheres são vítimas de abuso sexual. O que é extremamente preocupante, uma vez que os índices de HIV só crescem no país. 
Por conta de sua conduta e postura, Theresa já foi até ameaçada de morte por outros políticos que são contra suas políticas públicas. Mas ela rebate e diz que continuará lutando até morte. E deixa uma mensagem quando entrevistada: “se elas forem educadas, podem ser o que quiserem”. Ou seja, até esposas e mães. Mas se elas quiserem.