quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mulher morre 10 dias após dar à luz; marido acusa maternidade de negligência durante o parto

Ao que tudo indica, os problemas de atendimento e procedimentos médicos registrados na Maternidade Barbara Heliodora continuam. A jovem Maria Renata Queiroz, de 28 anos, que deu à luz a cerca de 10 dias, foi a óbito na madrugada de sábado (23), depois de voltar à maternidade e ser encaminha às pressas ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco com problemas decorrentes do parto.



Segundo Airton Silva Leitão, que era esposo de Maria, todo o procedimento até a chegada a maternidade foi normal, no entanto, começaram a aparecer problemas no curativo da cesariana logo após a mulher receber alta médica. “Durante o dia que chegou em casa até voltar à maternidade, ela estava sentido dores muito fortes e na última sexta estava sangrando muito, foi então que a levamos à maternidade. Chegando lá, tivemos informações de que tinha ‘resto de parto’ dentro dela”, disse Airton.

A jovem faleceu depois que médicos da maternidade encaminhara-a para o Pronto Socorro (PS) de Rio Branco em estado grave. “Ela estava muito debilitada e não resistiu. Os médicos do PS disseram que não daria para fazer a ‘curetagem’, pois o útero de Maria tinha sido deslocado e existia muito sangramento”, explicou Isamaira Lima, irmã de Maria Renata.
Maria Renata deixou o esposo, duas filhas, uma de três anos e outra de seis, e agora o filho recém-nascido, com apenas 12 dias de vida. O que acabou sendo um pesadelo para Airton, pai das crianças, que não pode trabalhar, pois tem que ficar cuidando das crianças.

Para Airton, o descaso na Saúde pública do Acre e a falta de pessoas preparadas para realizar os procedimentos de forma adequada e atender dignamente os pacientes na maternidade acabam levando bebês e mães à morte. “Isso revolta nossas famílias e as deixam órfãs. Minha esposa foi vítima e muitas podem ser caso providências urgentes não sejam tomadas”, argumentou o viúvo.

Ainda de acordo com a irmã de Renata, a cesariana teria sido realizada por um estagiário sem o acompanhamento de um médico. “Dois médicos ficaram brigando para quem teria a responsabilidade de fazer a operação na minha irmã e acabou que o procedimento foi realizado por um estagiário”, afirmou Isamaira Lima.



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