segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Documento que registra extermínio de índios é resgatado após décadas desaparecido

Relatório de mais de 7 mil páginas que relatam massacres e torturas de índios no interior do país, dado como queimado num incêndio, é encontrado intacto 45 anos depois




 A expedição percorreu mais de 16 mil quilômetros e visitou mais de 130 postos indígenas onde foram constatados inúmeros crimes e violações aos direitos humanos. O governo ignorou pedido do Relatório Figueiredo para demitir 33 agentes públicos e suspender 17





Depois de 45 anos desaparecido, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, o chamado Relatório Figueiredo, que apurou matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades praticadas contra indígenas no país – principalmente por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) –, ressurge quase intacto. Supostamente eliminado em um incêndio no Ministério da Agricultura, ele foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais.

Em uma das inúmeras passagens brutais do texto, a que o Estado de Minas teve acesso e publica na data em que se comemora o Dia do Índio, um instrumento de tortura apontado como o mais comum nos postos do SPI à época, chamado “tronco”, é descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.

ntre denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a estricnina, o texto redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia ressuscita incontáveis fantasmas e pode se tornar agora um trunfo para a Comissão da Verdade, que apura violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988.

A investigação, feita em 1967, em plena ditadura, a pedido do então ministro do Interior, Albuquerque Lima, tendo como base comissões parlamentares de inquérito de 1962 e 1963 e denúncias posteriores de deputados, foi o resultado de uma expedição que percorreu mais de 16 mil quilômetros, entrevistou dezenas de agentes do SPI e visitou mais de 130 postos indígenas. Jader de Figueiredo e sua equipe constataram diversos crimes, propuseram a investigação de muitos mais que lhes foram relatados pelos índios, se chocaram com a crueldade e bestialidade de agentes públicos. Ao final, no entanto, o Brasil foi privado da possibilidade de fazer justiça nos anos seguintes. Albuquerque Lima chegou a recomendar a demissão de 33 pessoas do SPI e a suspensão de 17, mas, posteriormente, muitas delas foram inocentadas pela Justiça.

Os únicos registros do relatório disponíveis até hoje eram os presentes em reportagens publicadas na época de sua conclusão, quando houve uma entrevista coletiva no Ministério do Interior, em março de 1968, para detalhar o que havia sido constatado por Jader e sua equipe. A entrevista teve repercussão internacional, merecendo publicação inclusive em jornais como o New York Times. No entanto, tempos depois da entrevista, o que ocorreu não foi a continuação das investigações, mas a exoneração de funcionários que haviam participado do trabalho. Quem não foi demitido foi trocado de função, numa tentativa de esconder o acontecido. Em 13 de dezembro do mesmo ano o governo militar baixou o Ato Institucional nº 5, restringindo liberdades civis e tornando o regime autoritário mais rígido.

 O vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e coordenador do Projeto Armazém Memória, Marcelo Zelic, foi quem descobriu o conteúdo do documento até então guardado entre 50 caixas de papelada no Rio de Janeiro. Ele afirma que o Relatório Figueiredo já havia se tornado motivo de preocupação para setores que possivelmente estão envolvidos nas denúncias da época antes de ser achado. “Já tem gente que está tentando desqualificar o relatório, acho que por um forte medo de ele aparecer, as pessoas estão criticando o documento sem ter lido”, acusa.

Suplícios
O contexto desenvolvimentista da época e o ímpeto por um Brasil moderno encontravam entraves nas aldeias. O documento relata que índios eram tratados como animais e sem a menor compaixão. “É espantoso que existe na estrutura administrativa do país repartição que haja descido a tão baixos padrões de decência. E que haja funcionários públicos cuja bestialidade tenha atingido tais requintes de perversidade. Venderam-se crianças indefesas para servir aos instintos de indivíduos desumanos. Torturas contra crianças e adultos em monstruosos e lentos suplícios”, lamentava Figueiredo. Em outro trecho contundente, o relatório cita chacinas no Maranhão, em que “fazendeiros liquidaram toda uma nação”. Uma CPI chegou a ser instaurada em 1968, mas o país jamais julgou os algozes que ceifaram tribos inteiras e culturas milenares.



em.com.br

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rio Branco tem centro de referência especializado para população em situaçãod de rua

Um dos reflexos do intenso processo de exclusão social é a população em situação de rua. São pessoas que se caracterizam por serem um grupo heterogêneo, composto por pessoas em diferentes realidades, mas que tem em comum a condição de pobreza, vínculos sociais e familiares interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo compelidas a usar a rua como espaço de moradia e sustento, por caráter temporário ou permanente.


Unidade de Acolhimento “Dona Elza”. é uma unidade que presta serviço de acolhimento para população em situação de rua, na modalidade de abrigo institucional, seguindo as orientações e diretrizes do Sistema Único de Assistência Social - SUAS. 
 

Desde o ano de 2006 a Cidade de Rio Branco vem dando atenção às pessoas em situação de rua através das iniciativas da política pública de assistência social. Mas foi em 2012, graças ao Programa Crack, é Possível Vencer e à aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS, que estes serviços foram ampliados e qualificados. Neste mesmo ano a Prefeitura, por meio da SEMCAS, implantou mais um Centro de Referência Especializado de Assistência Social-CREAS, um Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua - CENTRO POP e o Serviço Especializado de Abordagem Social realizado de forma contínua (24h) e ao Acolhimento Institucional.








 Cerca de 188 pessoas vivem nas ruas de Rio Branco, segundo a prefeitura. 


Além do acolhimento e alimentação, os abrigados receberão também ajuda de assistentes sociais e psicólogos.
Segundo o diretor de proteção social, Fábio Fabrício, este é o primeiro espaço público estatal para acolher moradores de rua em Rio Branco. Alguns outros locais abrigam jovens ou adultos, mas em casos específicos, como dependentes químicos. Mas nem sempre são os vícios que levam às pessoas a ficarem nas ruas.

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Patrimônio da Fundação de Cultura de Rio Branco sofre incêndio criminoso






A Polícia Militar do Acre investiga se o ataque ao órgão público na madrugada desta quarta-feira (17), em Rio Branco, tem ligações com a morte do adolescente durante troca de tiros com policiais após um assalto no bairro Vila Acre, na tarde de ontem (16).

Uma reunião foi agendada para logo mais onde a situação deve ser discutida entre os representantes de Segurança e, após o encontro, a secretaria de segurança do Estado deve se pronunciar.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Policial Militar em serviço é assassinado durante abordagem polêmica em Rio Branco

video
Vídeo mostra o momento da abordagem e do disparo que atinge do Policial Militar



O cabo da Polícia Militar Alexandro Aparecido dos Santos, de 36 anos, morto com um tiro na região da cabeça durante uma abordagem a três pessoas no conjunto Novo Horizonte, no bairro Floresta, em Rio Branco, estava há sete anos na corporação, segundo informou a Polícia Militar.
A guarnição fazia patrulhamento de rotina em combate ao tráfico de drogas na região quando ordenou a parada de um veículo, cujo motorista não obedeceu e seguiu em fuga. Após alguns minutos de perseguição policial, os policiais conseguiram localizar o veículo e abordaram o motorista e os passageiros.
No momento da abordagem, Kenned Magalhães teria lutado com o cabo Alexandro Aparecido e conseguido tomar a arma do policial, onde o atingiu com um tiro no queixo. O policial morreu na hora.
Na delegacia, Kenned disse que não parou o veículo porque já estava sendo perseguido vários dias por um policial, então, preferiu parar em frente à residência. No local, de acordo com o suspeito, os policiais começaram a enforca-lo e ele perdeu um pouco do sentido.
“Não sei o que aconteceu direito. Comecei a me bater e talvez a minha mão tenha encostado na arma do policial. Só sei que atirou. Não tenho problema com a polícia. Foi um acidente. Não foi minha intenção. Não tenho capacidade para fazer isso”, disse o suspeito.

ac24horas

sábado, 13 de agosto de 2016

Furtos de valor insignificante: Não gostamos de Justiça, mas de vingança

Leonardo Sakamoto - cientista politico 

Um homem foi detido após furtar dois frascos de filtro solar em uma unidade das Lojas Americanas, no município de Marília, em 2014. Apesar do juiz ter atendido o pedido da Defensoria Pública, para que respondesse ao processo em liberdade, ele seguiu preso por seis meses. Agora, como informa a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, desta quinta (11), ganhou na Justiça uma indenização de R$ 26.400,00 por conta do “erro”. O governo do Estado de São Paulo afirmou que vai recorrer.

Pode-se dizer que a pessoa ficou presa por falha do poder público, mas o caso encobre um problema profundo. Ainda mandamos pessoas para o xilindró por roubar coxinhas em supermercados, por exemplo.
Manter alguém afastado da sociedade por conta de um furto de valor tão insignificante, além do claro custo social e humano, representa um peso aos cofres públicos. Cadeia deveria ser usada como último recurso, para quem representa um perigo para a sociedade, e não a principal alternativa de punição e ressocialização adotada. Uma pessoa que for mandada à prisão por conta de uma questão tão idiota sairá de lá com ódio da sociedade e do Estado e, utilizando o que aprendeu nessa escola de crime, irá à desforra.
Isso me lembra outras histórias que já trouxe aqui. Por exemplo, o pedreiro Ademir Peraro havia roubado coxinhas, pães de queijo e creme para cabelo do supermercado Dia%, em São Carlos. O total do furto: R$ 26,00. Como a cidade fica no interior do Estado de São Paulo, onde alguns arautos da justiça reacionária têm mantido pessoas flagradas por furto famélico ou de baixo valor no xilindró, podemos imaginar que esse também seria o destino de Ademir. Contudo, os seguranças do mercado resolveram fazer justiça com as próprias mãos.
Ele foi levado até um banheiro e agredido com chutes, socos e um rodo e deixado trancado, definhando, até tarde da noite. Depois, buscou-se socorro, mas já era tarde: acabou morrendo por hemorragia interna e traumatismos.

Na época, o supermercado disse que a responsabilidade era da terceirizada – quem se lembrou do projeto de lei que amplia a possibilidade de terceirização e é apoiado pelo governo Michel Temer e está para ser aprovado no Congresso ganha uma coxinha.
O Supremo Tribunal Federal vem desconsiderando muitos furtos de pequeno valor como crime. Essa conduta não gera uma obrigação para todos os juízes e desembargadores de instâncias inferiores, mas sinaliza o que pode acontecer com o caso se ele subir ao STF. E é uma tentativa da corte de mostrar que não são apenas os ricos e que têm acesso a advogados que conseguem decisões favoráveis no tribunal. Contido, a Suprema Corte também já deu decisões desfavoráveis a quem cometeu pequenos furtos quando o objetivo não era saciar a fome.
O princípio da insignificância pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave. Po exemplo, roubar um desodorante ou dois frascos de protetor solar. Tipo de coisa que não deveria ser punido com cadeia. Seja pela inutilidade da punição, pelo seu custo ou mesmo pelo déficit de humanidade que isso representa.
Não creio que prender alguém por conta de dois quilos de carne vai ajudar em sua reinserção social ou mesmo evitar novos furtos, o que mostra uma sanha mais punitiva do que educativa. Mesmo a abertura de um processo é, a meu ver, acintoso, pois força o Estado a gastar tempo, recursos humanos e dinheiro em algo cuja solução passaria pela geração de empregos e criação de estruturas de assistência.
Ninguém está defendendo quem erra ou comete crimes. O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao acreditarmos que punições severas para coisas ridículas (mesmo reincidentes) têm função pedagógica.
Vamos ser honestos: tendo como base nossa tradição e legislação patrimonialistas, isso serve para deixar claro que a integridade do patrimônio segue acima da dignidade da vida. E que não gostamos de Justiça, mas de uma boa vingança mesmo.
Seguem algumas punições idiotas:
Ademir – 
Assassinado por ter furtado coxinhas, pães de queijo e creme para cabelo de um supermercado. O pedreiro foi levado a um banheiro, agredido com chutes, socos e um rodo e deixado trancado, definhando. Morreu por hemorragia interna e traumatismos.

Sueli – 
Condenada pelo roubo de dois pacotes de bolacha e um queijo minas em uma loja.


Valdete
 – Condenada a dois anos de prisão em regime fechado por ter roubado caixas de chiclete.


Franciely
 – Acusada de roubo de duas canetas mesmo após ter mostrado o comprovante de pagamento por ambas em um hipermercado.
Maria Aparecida -
 Mandada para a cadeia por ter furtado um xampu e um condicionador em um supermercado. Perdeu um olho enquanto estava presa.
Um homem em situação de rua foi espancado pelo dono de um supermercado, seus empregados e moradores, em Sorocaba (SP), após furtar um xampu. Ele foi internado com afundamento do crânio.




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Famliares suspeitam que estudante de direito desaparecida em Rio Branco pode ter sido vítima de tráfico humano

A acadêmica de Direto da Faao, Sabrina de Lima Aciole, de 17 anos de idade, pode ter sido vítima de tráfico humano, segundo suspeita a família da jovem. Ela, que desapareceu na segunda-feira (8), foi vista pela última vez em Rio Branco, na Rodoviária Internacional, onde embarcou para o estado de Rondônia, às 19 horas.
A mãe da jovem, Shirlay Lima explica que a filha nunca saiu de casa sem avisar e não costumava faltar aulas. “Ela saiu sem levar nada, apenas com a roupa do corpo. Na faculdade, a única falta que ela tem é a partir dos dias em que ela desapareceu. Acreditamos que ela foi aliciada por alguém porque senão ela já teria nos ligado”, disse.

Todo o histórico de conversa telefônica e nas redes sociais está sendo levantado e avaliado pela polícia para chegar a algum ponto que possa encontrar a jovem. As investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal.
Shirlay informou que imagens de câmeras de segurança de alguns locais em Porto Velho (RO), mostram a jovem acompanhada por um casal já deixando a cidade.

O último relatório sobre tráfico de pessoas lançado pelo Ministério da Justiça e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) indica que, no Brasil, de 2005 a 2011, foram investigadas 514 denúncias desse crime. A maioria das vítimas é mulheres e da região norte.
A mãe pede para quem tiver alguma informação sobre a localização de Sabrina Aciole pode informar a polícia ou ligar nos seguintes contatos: (68) 99957-9050 – mãe e (68) 99990-1515 – tia. Sabrina é moradora do bairro Bahia Velha, em Rio Branco. O Disk 100 também é um canal denúncia.

ac24horas.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Acreana e a primeira mulher brasileira, a ser tornar defensora pública da corte interamericana de direitos humanos


A defensora pública do Acre Rivana Ricarte de Oliveira é a primeira mulher brasileira a se tornar defensora pública interamericana. A partir de agora, ela acumula a função de atuar por designação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na representação legal de vítimas que não tenham advogado particular próprio.
Cada país tem o direito de indicar dois defensores públicos para a Corte Interamericana, um órgão judicial autônomo que tem sede em San José, Costa Rica, cujo propósito é aplicar e interpretar a Convenção Americana de Direitos Humanos e outros tratados de Direitos Humanos. A Corte faz parte do chamado Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos.
Rivana terá um mandato de três anos perante a corte e continuará a atuar normalmente na Defensoria Pública do Acre.
Com mestrado em direitos humanos e doutorado em andamento no mesmo tema, ela nasceu na Paraíba, mas mora no Acre desde 2002, quando passou no concurso para defensora, tendo atuado em Feijó até 2006 e em seguida, passado para a capital.
“É uma alegria e uma honra. Desde 2010 eu me dedico a esse objetivo, nessa área de direitos humanos. É um cargo muito significativo para atuação brasileira e um desafio para a preservação dos direitos humanos”, conta.
Rivana foi escolhida por meio de um processo seletivo organizado pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais (Condege). Foi o terceiro certame do tipo, que conta com análise curricular.

A atuação de um defensor interamericano é bastante específica, com poucos casos destinados por mandato, tendo em vista que são situações complexas e que o defensor não pode abandoná-las até serem resolvidas, mesmo que isso vá além de seu tempo de atuação.

agencia.ac.gov.br

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

PRESIDENTE DA OAB/AC TEM CASA INVADIDA POR BANDIDOS EM RIO BRANCO



 Marcos Vinicius / presidente da OAB/AC
 
Bandidos encapuzados e armados invadiram a residência do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre, Marcos Vinicius Jardim Rodrigues, localizada na rua Plutão, no bairro Tropical, na noite desta terça-feira, 09. A informação foi confirmada por um dos assessores do presidente da entidade.

Na ação, os bandidos amarraram o presidente e sua filha de dez anos. Eles roubaram o veículo de Marcos Vinicius, um Ford Fusion cinza. Há também relatos de que ele teria sido agredido pelos bandidos.

A reportagem tentou, mas não conseguiu falar com Marcos Vinicius.
Logo após a ação o próprio presidente da OAB ligou para a polícia, que chegou a local imediatamente. As buscas foram iniciadas. Todos os acessos à região de fronteira foram fechados, segundo a Polícia Civil.
A assessoria da Polícia Civil informou que além do carro, os bandidos levaram jóias, dinheiro e roupas.


ac24horas

DESAPARECIDA:

Essa jovem se chama Sabrina Aciole, de 18 anos, está desaparecida deste a tarde de ontem, segunda-feira (08). A família segue desde então, desesperada a procura de seu paradeiro.

Caso alguém tenha alguma informação, entrar em contato pelos números:
99958-9337 Cristina Aciole
99971-1018 Ruberval Aciole.



quinta-feira, 4 de agosto de 2016

TRIBUNAL DO CRIME NO ACRE: Mais um presidiário no semiaberto é executado em Rio Branco; é o quinto só nesta semana


Tiago de Souza Silva, 32 anos, foi morto com um tiro na testa nesta quinta-feira (4), no Pólo Bem fica, região do bairro Vila Acre. Ele estava em regime semiaberto. A suspeita é de o crime seja mais um na lista dos ‘marcados para morrer’ das facções criminosas que operam no Acre.
No local do crime, por operar a lei do silêncio, nenhum morador comentou sobre o assunto, apenas falaram que encontraram o corpo na rua sujo de sangue. A esposa alegou não saber o real motivo da execução, mas ressaltou que o marido tinha rixa com várias pessoas.
Após a coleta de informações, os militares saíram em busca de suspeitos pela área e regiões adjacentes. Até o momento ninguém chegou a ser preso.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios.
Desde o final do mês passado, vários homens têm sido executados, o que faz a polícia desconfiar ser ‘prestação de contas’ entre facções que operam no Estado. As supostas retaliações podem ser pelo assassinato do Ednardo Barbosa de Oliveira, de 42 anos, ocorrida na noite no dia 31 de julho.

Quarta-feira, dia 3
O moto-taxista pirangueiro Mauro Rachides Sampaio Barroso foi morto a tiros na tarde desta quarta-feira (3) quando chegava a sua residência para almoçar. Ele foi alvejado com quatro tiros no portão de casa, na Rua Edson Lima, no bairro Placas.
Os tiros, segundo testemunhas, foram disparados por um homem que estava com outro em uma motocicleta. Eles se aproximaram da vítima e um deles efetuou os disparos. Após o homicídio, os dois tomaram rumo ignorado. Segundo a guarnição de Polícia Militar que atendeu a ocorrência, Mauro Rachides tinha passagem pelo presídio.

Terça-feira, dia 2
Um jovem de 19 anos foi atingido com um tiro durante uma tentativa de homicídio na BR-364, em Rio Branco, na noite de terça-feira (2). Ele foi alvejado com um tiro no tórax enquanto trafegava em uma motocicleta rumo à Cidade do Povo. Ele foi fechado por um veículo no meio da rua e o passageiro efetuou os disparos. Após ele gritar por ajuda aos moradores da localidade acionaram o socorro. No hospital, ele foi submetido a uma cirurgia.
A vítima, identificada de Artur Nascimento Farias, não soube identificar as pessoas que teriam tentado contra a sua vida. Ninguém chegou a ser preso.

Segunda-feira, dia 1
Dois ex-presidiários foram executados na noite de segunda-feira (01) na Rua Boa União, região da Baixada da Sobral, em Rio Branco. A suspeita é de brigas entre facções criminosas e que as mortes tenham sido retaliação a execução de Edinaldo Barbosa de Oliveira, de 42 anos, ocorrida na noite do dia 31 de julho.
As execuções ocorridas foram de Samuel Lucas Moreira de Messias (28) e Elson Sena Melo (34). Os dois caminhavam juntos quando foram surpreendidos por cinco homens em uma caminhonete. O grupo chegou efetuando os disparos.

Domingo, dia 31
Edinaldo Barbosa de Oliveira, de 42 anos, foi executado com pelo menos seis tiros na noite deste domingo (31) na Rua das Mangueiras, região do bairro Boa União. Ele morreu antes da chegada do socorro.A vítima estaria em frente de uma residência quando dois homens em uma motocicleta de cor preta se aproximaram. O garupa desceu da moto e em posse de uma arma, efetuou os disparos.
Ao todo, pelos menos seis tiros acertaram a vítima sendo, um no rosto, dois na região da cabeça, um no braço, outro na nuca e mais um nas costas.



ac24horas

Carta denúncia acusa major do 7º Batalhão da PM de Tarauacá de corrupção e abuso de autoridade



Um texto que se espalha nas redes sociais e chegou à redação do portal de noticias ContilNet informa que policiais militares do 7º Batalhão do município de Tarauacá estão pedindo a intervenção do comando geral da corporação para que o comandante local, Major Ruiz, seja afastado de suas funções.

Segundo informações do documento, os policiais militares estariam sofrendo com problemas psicológicos, alcoolismo, dificuldades financeiras e ainda seriam alvos de diversos processos judiciais.

De acordo com a carta os policiais reclamam que o comandante pensa somente em dar trabalho e punição aos subordinados, e alegam ainda que são obrigados a carregar armários e outros objetos, tarefas essas que fogem das atribuições de um policial militar de acordo com os denunciantes

Em um dos trechos do documento, é alertado que o comandante vem usurpando o serviço do soldado quando é contemplado com 11 bancos de horas, mesmo ganhando gratificação ‘gorda’. E que além disso, o major estaria trabalhando de forma particular, tomando conta de um terreno que teria como suposto dono o apresentador do SBT, Ratinho. 

A carta diz ainda que uma viatura da Polícia Militar estaria sendo utilizada para deixar a mulher do oficial no trabalho e os filhos na aula. Além de manter sob seus cuidados uma motocicleta que teria sido cautelada para uso exclusivo do serviço de inteligência do município.

No intuito de resguardar as informações repassadas no documento, o autor anônimo afirma que para que se comprovem algumas das denúncias, bastaria que pegassem as gravações das câmeras de segurança da escola Alcilene Calixto das 13h as 17h.

O trecho final da denúncia diz que ficou determinado pelo comandante que abordagens poderiam ser feitas a todos os veículos, menos aos da prefeitura, que de acordo com o denunciante encontram-se irregulares, porém os oficiais estariam sendo obrigados a fazer ‘vista grossa’ já que o prefeito teria empregado a esposa do major.

Como se não bastasse, o documento ainda afirma que ‘gatos’ de energia elétrica foram instalados na residência do major, e que para que se comprove tal fato, basta que alguém vá até o local e faça uma simples leitura do contador.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Empresa de Manaus era usada como fachada para o Tráfico Internacional de Pessoas.





Manaus/Am - A Polícia Federal deflagrou na ultima sexta-feira (29) no Amazonas a Operação Salve Jorge, com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida com tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual.
As investigações indicaram que o grupo criminoso planejava levar jovens amazonenses à Coréia do Sul para apresentações artísticas regionais do Amazonas, bem como para exploração sexual, por intermédio da empresa BRAZIL AMAZON SHOWS & PRODUCTIONS.

Na promessa oferecida aos dançarinos estão incluídas passagens aéreas, visto, alimentação, moradia e ainda salário mensal de R$ 3.000,00. Os anúncios de recrutamento dos jovens foram veiculados em redes sociais utilizando o nome da Polícia Federal como órgão validador dos contratos de trabalho e vistos, a fim de ludibriar os dançarinos dando a aparência de legalidade.

Foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de condução coercitiva, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas e a ação contou com aproximadamente 30 policiais. Os conduzidos estão sendo ouvidos na Superintendência Regional do Amazonas.  

No curso das investigações verificou-se a participação de nacionais coreanos no financiamento do projeto criminoso. Ainda, constatou-se que a maioria dos integrantes do grupo já estiveram no exterior, tanto na Coréia do Sul, como em países do leste europeu, agenciando dançarinos.

A deflagração da Operação Salve Jorge ocorre na véspera do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, dia eleito pela Assembleia-Geral da ONU, e marca a participação da Polícia Federal na “Campanha Coração Azul”, que visa alertar a sociedade sobre o tráfico de pessoas.




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