segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Juíza exige medidas mais rígidas para isolar facções:

A juíza da Vara de Execuções Penais de Rio Branco, Luana Campos, exige que o Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) faça a separação dos presos ligados às organizações criminosas.
Depois do confronto de ontem, no interior do presídio Francisco D’Oliveira Conde, onde quatro presos foram mortos e 20 ficaram feridos, a magistrada quer manter distâncias entre os membros das facções.
Os detentos ligados ao Bonde dos 13 ficaram nos pavilhões do “Chapão”, uma ala de blocos onde ficam os presos considerados perigosos. Quem for do Comando Vermelho será colocado nos blocos que ficam na parte externa do “Chapão” onde estão os provisórios.
“Essa separação é apenas um paliativo. Na verdade, precisamos buscar alternativas para evitar que os grupos rivais entrem em conflito. Temos que proteger os agentes e outros funcionários que ficam no presídio, mas, não é fácil enfrentar isso com um complexo que tem mais de três presos, quando deveria ter no máximo mil”, reclamou.
A magistrada quer identificar que são os detentos que não estão ligados as facções, esse grupo será enviado ao presídio de Senador Guiomard.
A Vara de Execuções Penais vai exigir que o governo faça uma limpeza onde fica o presídio conhecido como “Papudinha”. O complexo é usado para abrigar os presos do semiaberto que apenas pernoitam. Nessa quarta-feira, uma das facções tentou invadir o prédio. Os agentes rapidamente conseguiram fechar o portão e reagiram aos tiros. Um preso foi atingido na perna. O tiroteio criou pânico para as pessoas que passavam pela região.
Para a magistrada existem muitas árvores e mato que facilitam emboscadas. “Para piorar, o antigo quartel do Bope está abandonado e servindo de esconderijo para os bandidos. Os detentos quando vão para o complexo obrigatoriamente precisam passar pelo lado do prédio e do mato que tomou conta do local. Por isso, são vitimas fáceis”, lembrou.
A juíza está pedindo a retirada das árvores e que o capim seja cortado com frequência e está pedindo a demolição do antigo prédio do BOPE.
Desde o ataque de quarta-feira, os detentos da “Papudinha” ficaram livres do pernoite. Deveriam voltar nessa sexta-feira, mas como as obras de recuperação e da iluminação ainda não estão prontas, está marcado o retorno para esse sábado. Alguns presos estão ganhando tornozeleiras eletrônicas. Esses não vão precisar dormir no presídio.
A magistrada voltou a cobrar mais segurança nos presídios. No dia do tiroteio na “Papudinha”, os órgãos de segurança foram avisados, mas só agiram depois que houve o ataque. No caso do presídio Francisco D’Oliveira Conde, há 30 dias havia uma ordem para o motim. No entanto, a segurança não foi reforçada.


agazeta

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mais de 200 homicídios foram registrados no Acre em dez meses:

VIOLÊNCIA CRESCENTE - O Acre já registrou 220 homicídios, no período de 1° de janeiro a 16 de outubro deste 2016. A capital Rio Branco foi palco de 60,5% do total de homicídios no Estado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de 47,7% dos homicídios no Estado, sendo de 56,5% o aumento na capital. Estamos com média superior a 30 homicídios por 100 mil habitantes. O gráfico elaborado pela Polícia Militar do Acre mostra a distribuição de ocorrências de homicídios dolosos por municípios no período mencionado.








Altino Machado
jornalista

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Presidente da Colômbia ganha o Nobel da Paz e homenageia vítimas: “Este prêmio é de vocês”



O presidente da ColômbiaJuan Manuel Santos, foi o escolhido para receber oPrêmio Nobel da Paz de 2016 por seus esforços no processo de paz com a guerrilha FARC. O Comitê Norueguês do Nobel destacou que Santos demonstrou a “fortaleza” necessária para levar adiante o processo com a guerrilha após mais de meio século de guerra civil. O acordo foi rejeitado pelo eleitorado colombianonum referendo no domingo, quando o não somou 50,21% dos votos, com uma abstenção de 62%.

“Apesar do voto no referendo”, disse a porta-voz do comitê, Kaci Kullmann Fiveen, Santos sempre contribuiu “para o final do conflito”. O referendo, prosseguiu, “não foi um voto contra a paz. Quem votou pelo não não rejeitou o desejo de paz, e sim um acordo de paz específico”.
“Colombianos, este prêmio é de vocês. Recebo este prêmio, em especial, em nome das milhões de vítimas que ficaram com este conflito`“, disse Santos horas depois do anúncio oficial.
A confirmação do seu nome, feita às 6 da manhã do Brasil, e 4h20 da madrugada na Colômbia, pegou os colombianos ainda dormindo. Não era esperado, ainda mais cinco dias após a população ter decidido rechaçar os acordos de paz com a guerrilha. O resultado havia sido considerado razão suficiente para assumir que a candidatura, que num primeiro momento era dividida com Rodrigo Londoño, ou Timochenko, e cinco vítimas, ficaria relegada. Agora, vive-se a expectativa de um comunicado das delegações do Governo e das FARC reunidas em La Havana em algum momento do dia.
“Recebo este reconhecimento com grande  humildade e com um mandato para continuar trabalhando sem descanso pela paz dos colombianos. A esta causa vou dedicar todos os esforços pelo resto dos meus dias”, completou Santos. “Estamos perto de um acordo final, somente precisamos perseverar nesta etapa final, pelas vítimas da guerra", disse o presidente, afirmando que só com insistência o acordo será concluído. “É questão de acreditar que não há nada melhor que a paz, a qual não existiu para três gerações na Colômbia.”
Timochenko, líder da guerrilha, antecipou-se ao pronunciamento oficial com uma mensagem em sua conta do Twitter, o canal oficial da insurgência desde a vitória do não no plebiscito: “O único prêmio ao qual aspiramos é o da #PazComJustiçaSocial para a #Colômbia, sem paramilitarismo, sem retaliações nem mentiras. #PazNaRua”.
O conflito da Colômbia, que com 52 anos é o mais longo ainda em curso no continente americano, já causou a morte de 220.000 pessoas, deixou mais de seis milhões de refugiados internos e externos e levou ao desaparecimento de outros 45.000 indivíduos. Os quatro anos de negociações em Havana, com a Noruega como país facilitador, culminaram em 24 de agosto num acordo de paz que foi solenemente assinado por Santos e por Timochenko em 26 de setembro em Cartagena. O documento, de 297 páginas, foi submetido a um referendo no último domingo.
 A preocupação no país agora é a nova mesa de diálogo nacional aberta na quarta-feira por Santos e por seu antecessor, Álvaro Uribe, principal opositor do processo de paz. O Governo designou três delegados, com o acompanhamento de vários ministros, para que trabalhem em comissões com três representantes do partido Centro Democrático, de Uribe.
Nas ruas, também alheios às deliberações do Nobel, os cidadãos começaram na quarta-feira a exercer a pressão social, com uma grande marcha em 14 cidades –em Bogotá, o público estimado superou 100.000 pessoas. Na praça Bolívar, no centro da capital, um grupo de cidadãos montou na noite da manifestação o chamado Acampamento pela Paz, de onde exigem aos governantes não se levantem da mesa de negociações até que cheguem a um consenso. “Recebemos com surpresa, alegria e otimismo esta mensagem de esperança e solidariedade que a comunidade europeia nos oferece", disse uma representante dos ativistas. “Convidamos todos e todas a virem à praça Bolívar para construir a paz.”
A premiação, segundo o comitê, é também “uma homenagem ao povo colombiano, que, apesar de todos os abusos sofridos, não perdeu a esperança de obter uma paz justa, e a todas as partes que contribuíram para este processo de paz”.
Além disso, o comitê afirmou que Santos “aproximou de forma significativa o conflito na direção de uma solução pacífica”, estabelecendo as bases para um desarmamento verificável das FARC e para um “histórico processo de reconciliação e irmanação nacional”. “Seus esforços para promover a paz cumprem, portanto, os critérios e o espírito da vontade de Alfred Nobel”, declarou o comitê. O prêmio, argumentou o júri, busca estimular “a todos aqueles que tentam obter a paz, a reconciliação e a justiça na Colômbia”.
Havia neste ano 376 candidaturas ao Nobel da Paz, das quais 148 eram organizações e 228 eram pessoas. Trata-se de uma cifra recorde, que supera as 278 recebidas em 2014. A Noruega, que abriga o comitê que concede o Nobel da Paz, foi justamente um dos países facilitadores no processo de paz entre Santos e a guerrilha, iniciado há quatro anos em Havana.
Segundo Fiveen, o referendo “não foi um voto contra a paz”. “ Aqueles que votaram ‘não’ não negaram o desejo da paz mas um acordo específico de paz”. “Este resultado gerou uma grande incerteza sobre o futuro da Colômbia. Há um risco real de que o processo de paz se interrompa e que a guerra civil estoure outra vez, o que torna ainda mais importante que todas as partes, encabeçadas pelo presidente Santos e pelo líder da guerrilha FARC, Rodrigo Londoño, mantenham o respeito ao cessar-fogo", salientou a porta-voz do comitê. Tanto Santos como Londoño, conhecido como Timochenko, manifestaram depois do referendo sua disposição de manter o acordo. O presidente colombiano já reuniu os principais dirigentes políticos do país, entre eles Álvaro Uribe, grande artífice donão ao acordo.
A premiação, segundo o comitê, é também “uma homenagem ao povo colombiano, que, apesar de todos os abusos sofridos, não perdeu a esperança de obter uma paz justa, e a todas as partes que contribuíram para este processo de paz”. Neste ano, havia 376 candidaturas, das que 148 eram organizações e 228 eram pessoas. Trata-se de uma cifra recorde, que supera as 278 recebidas em 2014.
Desde sua estreia, em 1901, o Nobel da Paz foi entregue em 96 ocasiões, para 129 premiados (há prêmios divididos). Em 2015, o agraciado foi o Quarteto Nacional de Diálogo da Tunísia, por sua “contribuição à construção de uma democracia plural” no país depois da revolução de 2011. O Quarteto é formado por dois sindicatos, pela ordem dos advogados local e pela Liga Tunisiana para a Defesa dos Direitos Humanos.


El país / Brasil

Homem acusado de matar vendedora a facadas é condenado a mais de 27 anos de prisão: Ele cumprirá a pena em regime inicialmente fechado, mas dentro de 4 anos e 6 meses já poderá solicitar a progressão para o semiaberto


Adjunior Sena, de 32 anos, foi a júri popular nesta quinta-feira (6), no Fórum Criminal, na Cidade da Justiça, em Rio Branco. Ele respondia processo acusado de matar com uma facada a sua ex-mulher, Keyla Viviane do Santos, de 29 anos, em frente à loja em que ela trabalhava. Ele foi condenado a 27 anos e 6 meses de prisão pelo crime. A decisão, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, saiu no início da tarde desta quinta-feira (6) e cabe recurso.
Para o promotor Leandro Portela, na acusação as provas foram claras que Adjunior cometeu o crime e não tinha dúvidas quanto a condenação do réu. “Era muito clara a condenação do réu, pois tínhamos imagens do assassinato que comprovavam sua autoria, além de outras provas concretas apresentadas pelo Ministério Público.
promotor de justiça Leandro Portela
Portela destacou que aqui em Rio Branco é a primeira vez que se julga um caso de feminicídio, nova tipificação criada por meio de uma alteração na lei em 2015 e que mudou totalmente a forma que o legislador vê este tipo de assassinato, agravando a pena.
O julgamento foi acompanhado pela família de Keyla, incluindo as duas filhas da vendedora, além de amigos. O condenado cumprirá a pena de 27 anos em regime inicialmente fechado, mas dentro de 4 anos e 6 meses já poderá solicitar a progressão para o regime semiaberto.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Acusado de matar vendedora será julgado nesta quinta-feira, em Rio Branco

“Acredito sim na Justiça Brasileira", disse o sobrinho da vitima.

O réu confesso, Adjunior dos Santos, que matou a sua ex-mulher, Keyla Viviane Santosa, com duas facadas em fevereiro deste ano, está sendo submetido a júri popular na manhã desta quinta-feira (6) no Fórum Criminal Desembargador Lourival Marques. Nas redes sociais, amigos e familiares demonstram revolta e pedem que a justiça seja feita durante o júri e que acusado seja condenado a pena máxima.

O sobrinho da vítima, Matheus Tavares, publicou na sua página do Facebook que, apesar das leis arcaicas, ele está esperançoso que a justiça do Acre irá punir o acusado pelo crime.
“Acredito sim na Justiça Brasileira, e muito mais na Justiça do meu amado Acre, pois mesmo com leis arcaicas, existe pessoas de bem, que irão lutar para que a pena não seja branda”, publicou o sobrinho em rede social.





contilnet